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Zé do Caixão ressuscitado

Gabriela Mellão

Reprodução
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O personagem Zé do Caixão – famoso por comer carne durante a procissão da Sexta-feira Santa, torturar donzelas e assassinar grávidas – surgiu dentro de um pesadelo de José Mojica Marins. Estrelou vários dos 150 longa-metragens do diretor e foi censurado durante o governo militar. A partir de março, os principais filmes do estranho coveiro têm seu primeiro lançamento comercial em vídeo na caixa Coleção Zé do Caixão (Continental, avulso R$ 28/caixa R$ 120). As obras estão intactas, sem cortes, como foram rodadas originalmente, antes de terem seus diálogos alterados e enredos amenizados pela censura. O conteúdo sempre foi o grande problema de Zé do Caixão, que colocava em cheque valores familiares e religiosos. Entre os filmes mais importantes da carreira do cineasta, está a estréia de Zé do Caixão no cinema: À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), que traz cenas inspiradas em histórias em quadrinhos, com narração em off. Na seqüência veio Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967) – também incluída na caixa –, com suas cobras e aranhas características e um inusitado inferno ambientado no gelo. É uma boa oportunidade de ver o final ateísta, em que Zé do Caixão morre negando a existência de Deus. O Estranho Mundo de Zé do Caixão (1968), que havia sido picotado sete vezes pela censura e perdido 17 minutos, também ressurge, agora em versão integral. Mas a grande novidade é mesmo o inédito O Despertar da Besta (1969), que foi totalmente vetado e só agora ganha um lançamento comercial. O quinto filme da coleção, Finis Hominis (1971) é o único que não teve problemas de censura – o personagem que dá nome à fita só faz o bem. No único filme colorido da caixa, o protagonista salva uma adúltera de linchamento e ressuscita um homem.

Copyright 1996/2000 Editora Três

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