Celebridade  
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Uma das vedetes mais famosas do teatro de revista, Íris Bruzzi esbanjava sensualidade nos ensaios da peça O Diabo que a Carregue... Lá pra Casa, em 1959.

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Íris Bruzzi

por diógenes campanha

Divulgação
Hoje, ela é destaque de Belíssima, interpretando Guida Guevara.
“O grande sucesso da novela, sem modéstia, somos eu e Carminha”, diz, referindo-se à dupla que
forma com Carmen Verônica, amiga desde a época do
teatro de revista.
Em 1959, Íris Bruzzi dedicava-se aos ensaios da peça O Diabo que a Carregue... Lá pra Casa. O espetáculo, sucesso no início dos anos 60, é um dos destaques de sua trajetória no teatro de revista. Satisfeita por relembrar a mocidade, ela descreve os espetáculos do gênero, no qual estreou em 1953, como “um sonho”. Fala das escadarias iluminadas, das cortinas de veludo que compunham os cenários e diz que as apresentações chegavam a reunir mais de 70 músicos e cerca de 100 atores. Mesmo com todo esse luxo, as vedetes eram vistas com preconceito. “Quando comecei, meus pais ficaram cinco anos sem falar comigo”, conta. A postura só mudou depois que ela se casou com Walter Pinto, o principal autor e diretor do teatro de revista: “Aí me acharam importante”. Conhecida como a “Bela Bruzzi”, Íris encantou até Sammy Davis Jr. Durante uma visita ao Brasil, o ator e cantor norte-americano disse que queria se casar com ela e levá-la para os Estados Unidos. A proposta recusada é contada com muito bom humor: “Já pensou se eu tivesse ido? Na pior das hipóteses, teria namorado o Frank Sinatra”, diz, referindo-se à “quadrilha” de amigos que reunia, entre outros, Sammy Davis Jr., Dean Martin e o intérprete de “My Way”. “Ele não perdoaria aquela loirinha brasileira”, brinca. Assim como a amiga Carmen Verônica, com quem brilha na novela Belíssima, Íris defende o padrão de beleza que fazia a glória das vedetes. “Antes, gostavam de carninha; hoje preferem o osso”, diz. Sobre o próprio corpo, ela conta que achava seu rosto e pernas muito bonitos, mas não gostava do busto e da barriga. A oportunidade de corrigir o que não agradava veio no ano passado, depois que o autor Silvio de Abreu a convidou para a novela. Entregue ao bisturi de um cirurgião plástico, ela fez bioplastia, uma lipoaspiração no abdômen e colocou “300 e poucos mililitros” de silicone. “Ele fez uma Íris Bruzzi nova”, diz a atriz, que completa 71 anos em fevereiro.