Celebridade  
Divulgação

Ídolo de um público que reunia “a madame, a filha da madame, a empregada e até a mãe da madame”, ele pode ser visto hoje, travestido de mulher, na novela Bang Bang

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Evandro Mesquita

por diógenes campanha

JOVECI C. DE FREITAS
Em 1984, Evandro Mesquita subia ao palco
em um dos inúmeros shows que fazia à
frente da banda Blitz
Nos anos 80, Evandro Mesquita liderou um fenômeno do pop nacional, a banda Blitz. Com um som irreverente e divertido, o cantor e ator levantava o público com sucessos como “Você Não Soube me Amar”, acompanhado de amigos como Fernanda Abreu, que era uma das vocalistas. “Foram tempos de entradas e bandeiras. Nós descobrimos o Brasil”, diz Evandro, afirmando que foi graças ao sucesso do grupo que as rádios e gravadoras abriram espaço para outros conjuntos nacionais. A foto acima é de 1984, quando a banda trabalhava o disco Blitz 3 e fazia shows por todo o País. “Tocamos de Vasquinho de Morro Agudo até às casas chiques de Sampa”, conta. As apresentações na tevê também eram freqüentes e Evandro se recorda de um aperto que passou quando saía do programa do Chacrinha. Os fãs o agarraram, querendo arrancar um pedaço da roupa ou do cabelo do ídolo. “Saí dando cotoveladas para não cair, até ser salvo por uns seguranças parrudos”, diz. Atualmente, Mesquita tem que encarar outro tipo de sufoco: gravar, sob o sol quente, a novela Bang Bang, no papel de Henaide, uma versão travestida do pistoleiro Billy the Kid. A personagem requer uma hora e meia de caracterização, para que o ator receba a maquiagem, a peruca e o pesado figurino de época. Kadu Moliterno, que faz sua “irmã” Denaide, já declarou que Evandro é a mulher mais feia que ele conhece. Bem-humorado, Mesquita devolve a brincadeira: “O Kaduzão ficou uma gracinha. Tá cheio de bombeiros e seguranças apaixonados por ele na Globo”, diz. “Enquanto isso, eu virei uma baranga.”