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Lívia Falcão vive pela primeira vez a euforia de contracenar com seus ídolos na televisão

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Perfil Lívia Falcão
Uma estreante em momento de glória
Clarissa Monteagudo
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Em uma das cenas de Belíssima, Fernanda Montenegro entra em cena para um embate com Lima Duarte e Irene Ravache. Nos bastidores, Lívia Falcão espera o momento de participar do diálogo. Na casa da atriz, o videocassete está preparado para registrar o encontro. “Vou mostrar para os meus netos”, conta, esfuziante. Aos 38 anos, 25 deles dedicados à carreira, Lívia experimenta calafrios de estreante como Regina da Glória, a empregada da grega Katina (Irene) e do turco Murat (Lima) na novela de Silvio de Abreu. “Fiquei arrepiada. Eles são meu ídolos”, comemora ela, que pela primeira vez ganha uma personagem no vídeo.

Se a tevê ainda é uma seara a ser explorada, Lívia sente-se em casa no teatro. Em cartaz com a peça Caetana, a atriz tem colhido elogios rasgados da crítica apesar do horário alternativo, à meia-noite, no Teatro Clara Nunes, no Rio. Pernambucana de Garanhuns, Lívia chegou ao Recife aos 14 anos. Envolveu-se com o teatro na escola e, aos 17 anos, começou a trabalhar com o dramaturgo e diretor João Falcão. “Até já me casaram com o João”, ri, esclarecendo que não há parentesco, apesar do sobrenome comum. Aos 19 anos, mudou-se para o Rio e foi assistente de direção dos cineastas Ruy Guerra e Joaquim Pedro de Andrade. De volta ao Recife, atuou no premiado espetáculo Mamãe Não Pode Saber, de Falcão. Também foi produtora do diretor em A Máquina e atuou nas versões para teatro e cinema de Lisbela e o Prisioneiro. Feliz com o reconhecimento na tevê e no teatro, Lívia só se ressente da saudade dos filhos Leo, 15, e Olga, 14, que moram no Recife. “A solidão é difícil, mas eles se realizam comigo. Sabem que a luta é dura nesta profissão”, diz
a atriz.