Celebridade  
Divulagação

“Sempre fui proporcional. Hoje, todo mundo é saradinho”, diz a atriz, que só freqüenta academia há três anos e está de volta à tevê interpretando a ex-vedete Mary Montilla na novela Belíssima

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Carmen Verônica

por diógenes campanha

Arquivo Pessoal
De biquíni, Carmen Verônica exibia o corpo exuberante em uma série de fotografias feita em 1966.
Essa foi uma época áurea não apenas da tevê e do teatro, mas de todo o Brasil”, diz Carmen Verônica, referindo-se ao tempo em que brilhava entre as grandes vedetes do País. O retrato ao lado, datado de 1966, remete a essa época e foi um dos muitos que ela tirou com o intuito de divulgar seus espetáculos. “Estava em constante evolução e precisava sempre ter fotos atualizadas”, diz. Evoluir, para Carmen, significava fazer sucesso em dois canais de tevê e se apresentar por todo o Brasil. Na Record e na extinta TV Rio, era contratada para participações fixas, em atrações como o Noite de Gala, mas seu nome era freqüentemente lembrado para esquentar outros programas e aumentar a audiência. “Graças a Deus, sempre fui boa de Ibope. Até no programa da Hebe me chamavam para animar as entrevistas”, conta. Como armas, Carmen tinha o bom humor, marcado por sua voz forte e pelos gestos expansivos, e o corpo exuberante, bem em sintonia com o padrão de beleza de então. “Hoje em dia ninguém mais tem cintura fina”, compara. Os dotes físicos lhe garantiram, por dez anos, lugar de destaque entre as “certinhas do Lalau”, lista do jornalista Sérgio Porto (o Stanislaw Ponte Preta) que elegia as maiores beldades da época. “Era sinônimo de status. Melhor ser certinha do que ser uma bosta”, sentencia, com a mesma espontaneidade da personagem Mary Montilla, a ex-vedete que ela interpreta em Belíssima. As cenas cômicas ao lado de Íris Bruzzi são um dos maiores destaques da novela e Carmen sente o reflexo desse sucesso no assédio do público: “Meu tempo para falar com os fãs teve que triplicar”, diz.