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“Oro no carro,
no trabalho. Agradecer a Deus renova as minhas forças”,
diz Guilherme, criado em uma família evangélica |
Guilherme Berenguer escancara um de seus infalíveis sorrisos,
marca registrada dos carismáticos heróis que defende
na ficção, ao fazer uma retrospectiva dos últimos
dez anos. Até os 14, sua silhueta de 96 quilos não
anunciava um futuro de galã. Determinado a mudar a imagem,
o ator estudou a vida dos atletas e tornou-se, sozinho, um corredor,
esporte que pratica até hoje. A boa forma adquirida em
seis meses – ainda conserva os 78 quilos conquistados
na época – abriu-lhe as portas em agências
de modelos no Recife, cidade onde nasceu, e o credenciou para
papéis de mocinho na tevê.
Na Globo, começou em Malhação,
como nove entre dez jovens artistas de sua geração
e logo se tornou campeão de cartas da emissora –
chegava a receber três mil correspondências por
semana. A popularidade lhe rendeu um papel de destaque na
novela das sete, Bang Bang, e hoje é o galã
disputado por Alinne Moraes e Danielle Suzuki. “Ele
tem responsabilidade com a família, cuida dos parentes
e sempre foi muito independente. Guilherme vai longe. Ele
é determinado e sonha alto”, diz Danielle, amiga
do ator há três anos. Guilherme definiu o próximo
passo. “Vou fazer minissérie e depois novela
das oito”, afirma.
O ator, porém, quer alçar vôos mais
distantes: no rastro de Rodrigo Santoro, pensa chegar a Hollywood.
Ex-professor particular de inglês, ele quer retomar
o estudo do idioma para poder conquistar o mercado americano.
“Rodrigo está abrindo portas. Se o nosso cinema
está se expandindo, por que não chegaremos a
ser atores hollywoodianos?”, pergunta. Excesso de otimismo?
“Se eu não confiar no meu taco, vou acreditar
em quem? Para conseguir o que se quer, é preciso crer
muito em si mesmo e em Deus”, resume.
Criado em uma família evangélica, o ator de
25 anos se norteia por ensinamentos religiosos. Sua maior
referência é a figura bíblica de Jesus
Cristo. “Oro no carro, no trabalho. Agradecer a Deus
renova as minhas forças.” A fé aliada
ao senso prático o tornou perito em transformar adversidades
em desafios. “Sempre vi as dificuldades como incentivo
para me lapidar. Eu não me relaciono com a instabilidade.
Quando quero algo, tenho fé e bato na porta”,
conta. Assim como minimiza os problemas, Guilherme não
se deslumbra com sucesso. Em vez de festas, prefere freqüentar
restaurantes e ir ao cinema. Solteiro após um namoro
de cinco meses com a atriz Juliana Didone, sobre o qual prefere
não entrar em detalhes, Guilherme se vê casado,
em uma tradicional cerimônia religiosa, e pai de dois
filhos – mas no futuro. “Penso nisso, mas não
quero pular etapas”, diz.  |