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| Trash
pour 4: de Michael Jackson a “I Touch
Myself” |
Amúsica pop sempre foi tomada como música
descartável. Não deixa de ser. É
feita para tocar no rádio e ser substituída
rapidamente. Só que o engraçado é
que são as canções pop que pontuam
a vida de todo mundo. São aquelas que se canta
junto, mesmo que o disco onde elas estão nunca
tenha freqüentado a prateleira da estante de
sua casa.
Por isso, é bem legal a proposta do grupo
Trash pour 4, formado em São Paulo por Natalia
Mallo, Mariá Portugal, Gustavo Ruiz e Duda
Tsuda e que tem se apresentado em lugares bacanas
da cidade. Eles pegaram aquelas músicas que
todo mundo conhece e deram-lhes ar sofisticado. O
que podia ser considerado brega ganhou definitivamente
jeito cult.
Com arranjos jazzy, quem ousaria dizer que “I
Touch Myself” é trash? “A Little
Respect”, sucesso dance da dupla Erasure, conquistou
ares latinos no disco. Mas não são apenas
músicas dos anos 80. Há também
“Quizás, Quizás, Quizás”
e “Volare”, que embalaram os sonhos das
mães dos trintões que hoje recordam
“Take on Me”, do A-ha. É verdade
que nem sempre a idéia dá certo. “Baby
Can I Hold you Tonight”, de Tracy Chapman, não
tem novidades. E, lá pelo final, fica a impressão
de que seria bom um tantinho de variação.
Para festas comportadas
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