Diversão & arte - Gastronomia  

Vinhos

Os espumantes nacionais reafirmaram-se, e houve
evolução de alguns vinhos.
Os cinco vinhos brasileiros
eleitos por Gente foram:

Lidio Carraro Assemblage
Quando o crítico inglês Steven Spurrier esteve no Brasil, colocou os vinhos da bodega Lidio Carraro (foto) entre os melhores. A vinícola faz bebidas com processo manual e produção limitada.

Talento
Também apreciado por Spurrier. O enólogo Angel Mendoza implantou o uso de barricas de carvalho francesas para produzir este vinho top para a Salton.

Lote 43
Elaborado com Merlot e Cabernet Sauvignon – apenas em safras excepcionais –, ele se tornou o primeiro ultrapremium brasileiro.
A edição deste ano contou com
a assessoria do enólogo
Michel Rolland.

Chandon Excellence Brut
O enólogo francês Philippe Mével garante que todos os anos, indepen-dentemente da safra, a assemblage mantenha a qualidade do espumante.

Espumante Moscatel 2005
O espumante elaborado com a variedade Moscato Bianco da Casa Valduga recebeu medalha de ouro no concurso Effervescents du Monde, realizado em novembro, em Dijon, na França.

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Os melhores de 2005
A escolha da Gente

No Brasil, os restaurantes, sejam franceses, italianos ou portugueses, seguiram em 2005 a tendência de valorizar os pratos clássicos, em que os chefs deixam sua assinatura pessoal e apostam na leveza e na elegância
 Leia perfil de Bel Coelho
 Os melhores de 2005 - Destaques
Divulgação
Erick Jacquin abriu sua La Brasserie, em que prepara pratos tradicionais como
“Coq au Vin”

La Brasserie Erick Jacquin
Vários chefs vaticinaram que a moda da cozinha molecular é passageira e a tendência é a volta aos clássicos. Entre eles está o francês Erick Jacquin (ex-Café Antiqüe), que abriu uma casa de pratos tradicionais, como o “Coq au Vin”. É comida caseira com toque
de sofisticação.

Magari
Inaugurado na Rua Amauri, o Magari chamou a atenção da crítica especializada para as criações do chef Russo. Primeiro brasileiro a participar do prestigiado concurso francês Bocuse D’Or, Russo faz uma cozinha italiana com o requinte francês.

A Bela Sintra
O restaurante segue a tendência contemporânea de suavização, mas sem deixar a tradição. Comandada pelo chef Valderi Gomes Ponte e pelo alentejano Carlos Bettencourt (ex-Antiquarius), a casa ainda fez festivais gastronômicos com estrelas de fora.

Due Cuochi Cucina
A restauratrice Maria Frank se associou ao chef Paulo Barroso de Barros, ex-La Vecchia Cucina, apontado como uma das revelações da gastronomia. O resultado foi uma mudança radical no bistrô Maria’s. Nas mãos de Paulo, pratos tradicionais ganham sofisticação.

Roberta Sudbrack
O restaurante da ex-chef do Palácio Alvorada tornou-se um dos
mais badalados do Rio e já conquistou sete prêmios. Roberta
valoriza a tradição, e seus banquetes contam com até catorze
pratos. O cardápio é uma surpresa, exceto às quartas, quando é servido “Picadinho”.

O mico do ano

Pizzaria Capricciosa

Era uma vez uma badalada rede de pizzarias chamada Capricciosa – com cinco casas no Rio de Janeiro, a última inaugurada em Copacabana –, aclamada pela crítica especializada como a melhor pizzaria carioca e freqüentada por celebridades brasileiras e internacionais. O estilista Valentino, por exemplo, já tinha passado por lá. Em uma operação da Polícia Federal batizada de Caravelas, um dos sócios da Capricciosa (José Antônio de Palinhos Jorge Pereira) foi preso e acusado de tráfico internacional de drogas (sua quadrilha escondia cocaína dentro de peças de carne) e lavagem de dinheiro. Algo que, definitivamente, não combina com gastronomia.