Diversão & arte - Exposição  
Raul Mourão, que também dirige videoclipes, viu o sucesso da
série “Luladepelúcia”
Divulgação
• • •

Leia também

Exposição
Gastronomia
Internet
Livros
Música
Teatro
Televisão
• • •
Melhores de 2005 - Perfil
Raul Mourão, pop e erudito

Artista carioca ganha destaque com série de Lulas de pelúcia, citada em 300 sites da internet
texto: Paula Alzugaray
foto: leandro pimentel
 Os melhores de 2005 - A escolha da Gente
Fernando Henrique Cardoso ganhou um de presente, e Diogo Mainardi dedicou uma coluna ao tema.

Na época de lançamento, esses brinquedos de pelúcia representando o presidente Lula foram capa de jornais populares e chegaram a ser citados em 300 locais da internet, de sites de conteúdo GLS a periódicos de economia. Repercussão nada tímida para um boneco que não é vendido nas principais lojas do ramo, mas é comercializado em uma galeria de arte contemporânea com tiragem limitada de 200 unidades.

Em plena queda de popularidade do governo Lula, Raul Mourão saboreia o sucesso de seu “Luladepelúcia”. “Já fiz trabalhos com um potencial comunicativo grande, mas nada se compara ao ‘Luladepelúcia’”, diz o artista carioca de 38 anos, habituado ao contraste entre o hermetismo da arte contemporânea e a comunicabilidade de projetos feitos para as massas. Ex-aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio – berço de muitos dos principais artistas brasileiros das gerações 80 e 90 –, Raul também é diretor de videoclipes e de cenários de grandes shows. Ele fez a direção de arte do novo CD e show dos Paralamas do Sucesso e já dirigiu clipes de Lobão, Skank, Gabriel o Pensador e Pedro Luís e a Parede. Fausto Fawcett, ele nunca dirigiu, mas o compositor carioca escreveu para o folder da exposição de Mourão na galeria Lurixs: “Estamos livres dessa papagaiada que nos atormentou durante 20 e tantos anos. Ganhou a Presidência para dizer a que não veio. Esqueçam o Lula porque ele não é de verdade, ele é de pelúcia”.

Flamenguista roxo, Mourão já mostrou antes seu trânsito ágil entre o pop e o erudito. Em 1993, ele levou o futebol, ícone máximo da cultura popular brasileira, para dentro da Bienal do Mercosul, com a instalação “Grande Área”. “Por melhor que seja a cobertura de futebol no Brasil, o jornalismo não explora o jogo como espetáculo visual. O artista preenche essa lacuna”, diz ele.