Diversão & arte - Cinema  

A escolha dos internautas

Casa de areia
Dois Filhos de Francisco
de Breno Silveira

O Casamento de Romeu
e Julieta

de Bruno Barreto

O Coronel e o Lobisomem
de Maurício Farias

Casa de Areia
de Andrucha Waddington

Vinicius
de Miguel Faria Jr.

Resultado da votação realizada entre 6 e 15 de dezembro no site www.istoegente.com.br
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Os melhores de 2005
A escolha da Gente

Num ano de extremos, em que houve muitas produções brasileiras ruins e vários longas excelentes – boa parte de diretores estreantes –, os cinco melhores filmes, na opinião
de Gente, foram:
 Os melhores de 2005 - Destaques
 Leia perfil de Breno Silveira
Divulgação
Alice Braga e Wagner Moura em Cidade Baixa: triângulo amoroso vibrante e interpretações poderosas
Cidade Baixa de Sérgio Machado
O baiano Sérgio Machado, estreante em ficção, optou pelo batido tema do triângulo amoroso, mas deu vibração ao romance entre uma prostituta e dois amigos de infância, com interpretações poderosas de Alice Braga, Wagner Moura e Lázaro Ramos.

Cinema, Aspirinas e Urubus de Marcelo Gomes
Em seu primeiro longa, o pernambucano Marcelo Gomes mostra a amizade entre um sertanejo e um alemão, na década de 40. Cheio de silêncios e com uma fotografia que exibe um sertão árido como havia muito não se via, o filme ainda apresentou o ator João Miguel.

Dois Filhos de Francisco de Breno Silveira
Ninguém dava nada por esta produção, estréia do diretor de fotografia Breno Silveira na direção e que ainda por cima conta a história da vida de Zezé Di Camargo e Luciano. Com delicadeza, boas atuações e um roteiro que não se prende apenas ao sucesso da dupla sertaneja, conquistou a crítica e o público.

Quase Dois Irmãos de Lucia Murat
A diretora volta à década de 50 para tentar explicar as raízes da violência que domina o Rio e o Brasil. Mas seu longa ganha força mesmo quando se detém na convivência explosiva entre presos comuns e políticos nos anos 70, tendo uma dupla de atores formidável, Caco Ciocler e Flávio Bauraqui.

O Fim e o Princípio de Eduardo Coutinho
É o documentário em que o mestre Eduardo Coutinho subverteu seus próprios métodos, saindo para rodar sem pesquisa prévia. Ele não sabia nem onde iria filmar. Encontrou uma comunidade que preserva a rica oralidade do sertão, que tende a desaparecer à medida que os velhos do lugar morrem.

O mico do ano

Gaijin 2: Ama-me Como Sou

Fazia tempo que Tizuka Yamasaki queria contar a história da sua família – e, por conseqüência, a saga dos imigrantes japoneses no Brasil. Ela teve oito anos de preparação e um orçamento milionário, de R$ 10,6 milhões. E seu Gaijin: Ama-me Como Sou levou somente 53 mil espectadores aos cinemas, apesar do apoio da Globo Filmes. Com toda a razão, foi malhado pela crítica. Gaijin 2 é uma mistura de roteiro frouxo (com frases estapafúrdias e narração desnecessária), atuações risíveis, principalmente de Tamlyn Tomita e Jorge Perugorría, e direção desastrosa, que fez naufragar o sonho de Tizuka. Salvava-se a feirante Aya Ono, como a Batyan. Por causa disso, os Kikitos ganhos em Gramado só mostram a que ponto chegou um dos mais tradicionais festivais de cinema do Brasil.