20 de março de 2000
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Cesar Taylor

Benjamin Wright
Fundador da Rádio Nacional e um dos mais premiados cronistas esportivos do País, Wright morre aos 84 anos

Foto: O Globo
Wright, autor da frase: “O futebol é uma caixinha de surpresas”

“O futebol é uma caixinha de surpresas.” O clichê, incorporado jocosamente ao anedotário popular, é de autoria do radialista Benjamin Wright, um dos cronistas esportivos mais premiados nos primórdios do rádio no Brasil. Ele morreu de falência múltipla dos órgãos, aos 84 anos, em sua casa no Rio de Janeiro. Os detalhes de sua morte foram divulgados na quinta-feira 9. Em quase cinco décadas de carreira, o radialista dedicou-se de corpo e alma ao esporte. “Meu pai era apaixonado pelo futebol”, conta a filha, Ana Maria. Em função disso, Benjamin Wright cobriu seis Copas do Mundo, de 1950 a 1970. Um dos fundadores da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, ele iniciou a carreira no começo dos anos 50, na Rádio Continental, passou pela Rádio Globo e pelas chamadas “mesas-redondas” da TV Educativa. De voz grave e cavernosa, no começo da vida ele pensava em ser cantor. Chegou a lançar-se com o nome artístico Ben Wright. Não deu certo. Acabou se aproximando da crônica esportiva por meio do remo, que praticava no clube Botafogo. Deixa dois filhos e oito netos. Seu corpo foi sepultado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Antônio Andrade dos Santos, fotógrafo do Jornal do Brasil, O Globo e Veja, morreu de enfarte no sábado 11, aos 72 anos, no Rio de Janeiro. Ele foi o autor da foto que criou a ilusão de que o presidente Juscelino Kubitschek, de mãos espalmadas, implorava dinheiro ao secretário de Estado americano John Foster Dulles, em 1958. A foto criou sério constrangimento internacional ao governo JK. Baiano de Castro Alves, Andrade dos Santos deixa três filhas. Ele foi sepultado no domingo 9, no cemitério Irmandade de São Francisco de Paula, no Rio.

Maria Werneck de Castro, aquarelista considerada a pioneira do desenho científico no País, morreu no sábado 11 de insuficiência respiratória, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Parte de seu reconhecimento internacional vem de uma exposição de aquarelas que fez, em 1993, na Biblioteca do Congresso, em Washington. Seus melhores trabalhos foram publicados em 1987 no livro Espécies Vegetais em Extinção. Nascida em Vassouras (RJ), Maria trabalhou a vida toda na Caixa Econômica Federal. Seus desenhos viraram selos da Empresa de Correios e Telégrafos. Era viúva e não deixa filhos. Seu corpo foi enterrado no domingo 9, no cemitério São João Batista, no Rio.

Charles Gray, ator inglês que interpretou personagens diabólicos no cinema como o vilão Ernst Blofeld, arquiinimigo do agente James Bond, morreu na terça-feira 7 de câncer em um hospital de Londres, aos 71 anos. Em quatro décadas de carreira, ele se especializou em encarnar o mal em cult movies como The Rock Horror Picture Show e A Besta Deve Morrer. O reconhecimento ao seu talento, no entanto, só veio em Os Diamantes São Eternos, da série 007, em 1971. Foi sepultado em Londres, na quarta-feira 8.

 

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