20 de março de 2000
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O tempero dos irmãos Rangel
Empresários, bem-sucedidos e namorados de Luana Piovani e Ivete Sangalo, Cristiano e Marcelo Rangel mostram ao Brasil o que é que os baianos têm

Gustavo Maia, de Salvador

Fotos: Piti Realil
Cristiano, no hotel que serve de escritório no Carnaval, e com Luana: “Estamos felizes”

O ano era 1997. O jovem empresário Cristiano Rangel, 27 anos, comandava as franquias de blocos carnavalescos. Viajava muito para levar a várias capitais Ivete Sangalo e a Banda Eva, nos carnavais fora de época pelo Brasil. Luana Piovani, então atriz revelação da série Malhação, passava férias na capital baiana. O rapaz conquistou a atriz e namorou-a por dois meses – até ser trocado pelo galã Rodrigo Santoro. Passados três anos, Cristiano, hoje um bem-sucedido promotor de eventos que tem como carro-chefe o bloco Nú Outro Eva, e Luana, consagrada atriz, reataram o relacionamento, deixando para trás seus pares – ela, Rodrigo, e ele, a estudante Mariana Abreu.

Falar de Cristiano é quase descrever a história de seu irmão dois anos mais novo, o engenheiro civil Marcelo Rangel, 25 anos. Em 1998, eles se associaram no negócio dos blocos de Carnaval. Nessa época, Marcelo namorou, por dez meses, a até então pouco conhecida cantora Ivete Sangalo – até ser trocado por Luciano Huck. Na época, Ivete e Marcelo tornaram-se sócios na empresa Caco de Telha, que gere as franquias e blocos da cantora. Na virada do ano 2000, reataram a relação. Marcelo continua na Caco de Telha administrando os blocos Cerveja e Cia. e Me Abraça.

Bonitos, bem-sucedidos e cobiçados, despertaram cu-riosidade ao namorarem frente às câmeras duas das mais desejadas musas nacionais. De classe média alta, os agora famosos irmãos Rangel estudaram em escolas tradicionais e têm boas relações com o poder. São amigos de Paulinho Magalhães, sobrinho neto do senador Antonio Carlos Magalhães, e de Paulo e Pedro Góes, herdeiros do jornal Tribuna da Bahia.

Na casa de veraneio da família Rangel, em Itaparica, fizeram sua primeira festa. “Convidamos tantos ‘chegados’ que tomamos o maior ‘preju’ da história”, conta Cristiano sobre o que foi sua primeira incursão como promotor. Hoje a história é outra. “Quem comanda blocos como o Nú Outro Eva, pode chegar a lucrar R$ 500 mil apenas no Carnaval”, diz Durval Lélis, amigo dos dois e empresário do bloco Inter-Asa. Mesmo com a ajuda do irmão nos negócios, Cristiano não conseguiu terminar a faculdade de Economia, na Universidade Católica de Salvador, por viajar demais a trabalho.

Fotos: Piti Reali e Edson Ruizl
Marcelo, no camarote de Ivete, e com ela, saindo da folia: “Temos um pacto de não falarmos sobre a vida pessoal

No amor, os caminhos entre os dois sempre se cruzam. “Ivete foi da minha galera. Nós dois trabalhávamos em lojas no shopping”, diz Cristiano. Mas foi Marcelo que acabou conquistando o coração dela. “Ele tomava conta dos negócios aqui em Salvador e os dois se aproximaram”, revela o irmão do meio. Sim, porque a fama da família já era do mais velho, Adriano, 29 anos. Foram as festas no Clube Baiano de Tênis, perto de onde mora ACM, que propiciaram um namoro de anos entre ele e a neta do senador, Carolina Magalhães. “Os dois são feitos de mel, eles saem na rua e cai mulher do céu”, diz o empresário Roger Dantas, amigo dos irmãos. “Os namoros do Ximbica – apelido de infância de Marcelo – pareciam casamentos”, brinca Dantas. Ele se refere ao namoro de Marcelo com Aline Eickel, que durou seis anos. Já Cristiano, mais assediado, ficava períodos sem namorar firme. À exceção dos três anos em que Luana Piovani namorou o ator Rodrigo Santoro, quando relacionou-se com a estudante de Administração Mariana Abreu.

Na época do reencontro com Luana, ele já terminara com Mariana e estava encerrando outra relação, com a modelo Camila Espinosa. “Luana estava passando por um momento de indecisões e eu estava por perto”, diz, sobre o recomeço. Foi na casa de Gilberto Gil e sua mulher, Flora, onde Luana se hospedou, que eles engrenaram. “Cristiano acabou se hospedando aqui também”, disse Flora Gil.

Os dois irmãos evitam ligar seus negócios com as paixões. Mas para Durval Lélis, isso pode gerar benefícios. “Nós queremos vender abadás e é lógico que se você tiver bons relacionamentos e repercussão, você vai atrair mais gente para seu bloco”, afirmou. Apesar disso, os irmãos procuram não expor o lado pessoal para todos. Sobre sua volta com Ivete Sangalo, Marcelo é direto: “Tenho um pacto com a Ivete para não falarmos de nossas vidas pessoais”.

Hoje, os dois irmãos trabalham em novas frentes de negócios. Enquanto Marcelo planeja expandir as franquias de Ivete Sangalo pelo País, Cristiano aposta em sua nova banda, Baranga Pintada, na qual é sócio do cantor Alexandre Peixe, compositor de vários sucessos, como “Tudo Bem”, gravada por Ivete. “Estou concentrado nesse trabalho”, diz. E, sobre seu relacionamento com Luana, afirma: “Para mim não existe a atriz Luana Piovani, mas sim a Luana, minha namorada. Estamos felizes e isso é tudo o que todos têm que saber”.

 

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