20 de março de 2000
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Teatro

No Jardim das Delícias
9.º Festival de Teatro de Curitiba

 


Musical

No Jardim das Delícias
Marisa Orth esbanja humor na volta da banda Vexame

Ramiro Zwetsch

Fotos: Beto Tchernobilsky
Marisa em cenário tropical: improviso e música brega

Ela voltou! Maralu Menezes retorna à tevê, depois de ser demitida de sua antiga emissora, apresentando um novo programa em um novo canal. É isso mesmo: Maralu é a personagem vivida por Marisa Orth e a tevê é o alvo da sátira implacável de No Jardim Das Delícias, o novo espetáculo da banda Vexame, com cenografia e direção de Gringo Cardia.

No Jardim Das Delícias se passa em um cenário tropical, em referência aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, e parodia a gravação de um programa de auditório. Na estréia, sábado 11, uma falha técnica que comprometia o áudio dos microfones de Marisa Orth e da guitarra de Fernando Salém, em vez de atrapalhar, ajudou. O número musical de abertura foi interrompido e Marisa foi obrigada a mostrar aquilo que tem de melhor: o dom do improviso. Sem deixar a peteca cair, encenou um chilique de superstar, maltratando aos berros toda a equipe de apoio do “programa”.

O espetáculo tem um repertório calçado em 12 músicas “bregas”, de Wando, Reginaldo Rossi, Fábio Jr., entre outras. No decorrer do “programa”, Maralu recebe o galã Cido Campos (com interpretação impecável de Marcelo Papini), o pastor Malcolm Everson (vivido por Carlos Pazetto) e o terapeuta João Alberto (Fernando Salém, que também toca guitarra e assina a direção musical).

O texto – criação coletiva do elenco – é divertido, mas os momentos de improviso são sempre os mais hilários. A certa altura, Maralu vai ao público para debater os problemas sexuais de uma “telespectadora”. Livre das falas decoradas, Marisa destila sua espontaneidade, a alma do espetáculo.

A tevê vai ao teatro

 


Teatro Jardel Filho (SP)
Av. Brig. Luís Antônio, 884

 

Ping-Pong

Marisa Orth

Por que a banda resolveu voltar?
O número de pessoas que perguntava na rua e na minha página da Internet sempre foi muito grande. Sempre fizemos sucesso e esse retorno dos fãs nos deu a certeza de que continuaremos lotando os teatros.

Quais as novidades do espetáculo?
Há dez anos, quando montamos a banda Vexame, o panorama musical e televisivo era muito diferente. Ainda não existia Ratinho, Ana Maria Braga, banheira do Gugu, sushi erótico. Tudo isso apareceu de dez anos para cá. E a MPB também mudou. Nunca se tocou tanta MPB como agora.

O repertório continua brega?
A gente não gosta de chamar de brega. O nosso repertório é de MBPBB – Música Bem Popular e Bem Brasileira. Tem novidades como “Quando Gira o Mundo”, do Fábio Jr., “Paralelas”, do Belchior, e “Dor de Coração”, do Ritchie.

Você sentia saudades do teatro?
Estava com muita saudade de sentir o cheirinho da platéia, do camarim. O Sai de Baixo também tem platéia, mas é diferente do público de teatro. Aqui o povo paga, lá é tudo grátis. A gente está caprichando na parte teatral porque queremos que o texto dure.

A peça faz alguma referência ao Sai de Baixo?
Eu não vou com a cara dessa Magda, andam me confundindo com ela na rua (diz encarnando a personagem Maralu). Com certeza vão ter alusões porque muita gente virá à peça atrás da Magda. Mas eu quero crer que a Maralu é um personagem tão forte, ou mais, do que a Magda.

Por que o Gringo Cardia foi chamado para dirigir?
Ele já fazia nossos cenários e agora veio dirigir. É alguém de fora para opinar, já que no elenco somos muito amigos e não temos mais coragem de falar essas coisas.

 

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