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Folk
Telling Stories
Tracy Chapman lança novo CD e insiste na
fórmula que a consagrou
Ramiro
Zwetsch
Com a proposta
de revisar o folk rock, Tracy Chapman foi abraçada por público e
crítica quando apareceu no cenário pop, em 1988. Seu primeiro disco,
Tracy Chapman, vendeu mais de 10 milhões de cópias pelo mundo e
faturou três prêmios Grammy, recuperando um estilo musical que permanecia
estático desde os anos 70. Seu principal porta-voz, Bob Dylan, encontrara
sua fórmula definitiva, aliando harmonias fortes e letras de protesto
aos arranjos rurais da canção country norte-americana. Esse formato
atravessou a década de 80 sem renovações, com o próprio Dylan repetindo
a fórmula que o consagrou.
O surgimento
de Chapman enquadrou o folk em uma moldura comercial, insistindo
nas canções de protesto e apostando em melodias mais acessíveis
às rádios. De lá para cá, a cantora lançou mais três álbuns, amealhou
mais um Grammy e seguiu descarregando sua poesia social em baladas
açucaradas.
Telling Stories,
o último álbum de Tracy Chapman, realça aquilo que ela tem de melhor:
uma voz única, a serviço de letras politizadas. A melhor surpresa
é “Nothing Yet”, uma bela canção que, ao mesmo tempo que descreve,
questiona o progresso social da comunidade negra. Todas as faixas
investem em uma estrutura básica – com baixo, bateria e violão tecendo
uma malha sonora suave para Chapman exibir todo seu talento vocal.
Telling Stories
tem tudo para agradar os fãs da cantora, mas lança um impasse. Durante
a década de 90, artistas como Beck e Ben Harper renovaram o folk
adicionando elementos do rap e do soul. Insistindo em manter o folk
recluso às inovações, Chapman começa a soar um pouco repetitiva.
Folk à
moda antiga
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