20 de março de 2000
Home
Outras Edições
Outras Edições
Diversão e Arte
Home
Assine
Assine
Semana
Assine
Assine

Assine

Fale Conosco
Assine
Busca
 


Leia também:

Televisão
Rede TV!
Livros Animados
O Brasil É Aqui
Confira o hanking das TVs

Fique de olho


Cinema

Hurricane - O Furacão
Neve Sobre os Cedros
Música do Coração

Bilheteria

Música

Telling Stories
Meu lugar

Hits

Livros

O Papa de Hitler
Para ler ou ver?
Castelo Rá-Tim-Bum - a empresa

Best sellers

Internet

She
Cyas


Exposições

Coleção Brasiliana
Postais do Brasil


Teatro

No Jardim das Delícias
9.º Festival de Teatro de Curitiba

 


M.P.B.

Meu lugar
Maria da Paz resgata clássicos nordestinos com sotaque e afeto

Aluizio Falcão

O CD Meu Lugar, da intérprete e compositora Maria da Paz, aprofunda seu envolvimento com a música nordestina. Desde o primeiro disco, em 1980, quando gravou a melhor versão existente de “Súplica Cearense” (Gordurinha), ela vem coerentemente associando trabalho autoral e resgate dos clássicos de Luiz Gonzaga, Zé Dantas, Humberto Teixeira, Luiz Vieira e outros soberanos criadores da região.

Agora, depois de muitos anos de estrada, incluindo cinco vividos na Europa, ela não fugiu à dicção escolhida na estréia. Meu Lugar pode ser chamado de uma suíte nordestina. A voz de Maria, cheia de sotaque e afeto, volta mais uma vez às origens. Há oito magníficas recriações de Luiz Gonzaga com vários parceiros. O canto da intérprete e os arranjos de Bira Marques realçam a todo momento a beleza da obra gonzaguiana. Bira centrou o trabalho em pianos, percussão e cello, recorrendo poucas vezes à competência de Dominguinhos (sanfona) e Ubirajara Marques (harmônica). Uma experiência não ortodoxa e com excelentes resultados.

A compositora Maria da Paz esbanja afinidade com o gosto popular. Não foi por acaso que teve tantas músicas gravadas por Chitãozinho & Xororó e outros campeões de audiência. Ela tem o dom da comunicação instantânea, sem abrir mão de uma linguagem própria. Flerta ousadamente com o pop sertanejo, mas permanece fiel às suas raízes. Isso chega ao ponto máximo na primorosa toada “Coração de Beija-flor”, plena de sentimento e nordestinidade.

Coerência e sentimento.

Boletim Assine Fale Conosco Outras edições Home Boletim Assine Fale conosco Outras edições Home