|
Foco
Castelo Rá-Tim-Bum
– a empresa
Veja o filme e, agora, leia o livro
Gabriela
Mellão
Você assiste
à série? Viu o filme? Leu o livro? Tomou o iogurte? Há mais de 100
chances no mercado para se consumir a marca Castelo Rá-Tim-Bum.
A mais recente delas é Castelo Rá-Tim-Bum – O Livro (Companhia das
Letrinhas, 112 págs., R$ 25,50), uma adaptação do roteiro da superprodução
de R$ 7,5 milhões que ainda está em cartaz nos cinemas. Com diálogos
rapidinhos, ilustrados por imagens do filme, o livro tem tudo para
atiçar na criançada o gosto pela leitura. Com um toque educativo
que não poderia faltar: estudos dos figurinos e das plantas do castelo
– o que envolve o leitor na elaboração do filme e dá ao livro um
tom inusitado de making of.
Nino, o jovem
bruxo de 300 anos, sua tia Morgana e Victor, o grande feiticeiro,
ativam a imaginação da garotada desde 1994, quando a série surgiu
na Rede Cultura. Desde 1995, vem sendo reprisada – ainda com uma
boa pontuação para a casa: média de 4 a 5 pontos de audiência. Mas
o sucesso dos personagens sempre contou com a forcinha de produtos
licenciados. Brinquedos, livros, roupas e até iogurte Castelo Rá-Tim-Bum
contribuíram para o crescimento da marca – que já movimentou R$
3,5 milhões, dos quais 8% ficaram para os autores Cao Hamburguer
e Flávio de Souza. Já o lucro líquido da TV Cultura varia de acordo
com o produto – no caso de um livro da série, por exemplo, é de
7%.
Com a estréia
do filme, em janeiro, o mercado foi reaquecido e reabastecido. Aproveitando
a brecha da rescisão de contratos de quase dois terços dos produtos
da série de tevê – que não têm previsão de renovação –, outros 100
produtos foram lançados nas lojas, desta vez com a marca Castelo
Rá-Tim-Bum – O Filme. A estimativa de faturamento dá uma idéia da
estrutura da nova empresa: R$ 10 milhões até o fim do ano.
|