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Foco
Postais do
Brasil
A paisagem brasileira em três livros
com ensaios inéditos
Paula
Alzugaray
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Reprodução
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Aos olhos de
pintores estrangeiros, a baía da Guanabara já assumiu ares de baía
napolitana e a exuberante Mata Atlântica foi tingida de cores muito
mais cálidas do que a intensidade do sol tropical permitiria. A
paisagem brasileira – vastamente registrada nos últimos 400 anos
por penas e pincéis de viajantes europeus – é agora assunto de três
belas publicações que trazem ensaios inéditos.
Como as imagens
do Brasil nem sempre nasceram da observação, mas de relatos, O Brasil
dos Viajantes (Objetiva e MetaLivros, 516 págs., R$ 188), começa
dedicando-se aos textos e anotações de exploradores. Como o alemão
Hans Staden (que recentemente virou filme) ou o Frei André Thevet,
cosmógrafo da corte francesa, para quem o bicho-preguiça era “a
fera que vive de vento, o animal mais disforme que se possa imaginar”.
O livro, o mais completo levantamento da iconografia brasileira,
realizado pela professora da Universidade de São Paulo (USP) Ana
Maria de Moraes Belluzo, traz quatro séculos de pinturas, gravuras
e registros da fauna, flora e geografia do Brasil.
Capítulo essencial
da história das missões artísticas e científicas ao País, a ocupação
holandesa de 1630 a 1654 ganhou no livro O Brasil e os Holandeses
(Sextante, 272 págs., R$ 90) ensaios de doze intelectuais e historiadores.
Entre eles, um estudo detalhado de Beatriz e Pedro Corrêa do Lago
sobre as 18 telas pintadas no Brasil pelo pintor Frans Post.
O século 19
é visto em Revelando um Acervo (BEI, 190 págs., R$ 45), o livro
que acompanha a exposição Coleção Brasiliana, na Pinacoteca do Estado
de São Paulo. Em um amplo estudo, mostra que a paisagem urbana do
Rio de Janeiro estava entre os temas preferidos das novas ondas
de pintores europeus e confirma o Outeiro da Igreja da Glória como
o principal cartão-postal da cidade nos anos da Independência.
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