20 de março de 2000
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Postais do Brasil
A paisagem brasileira em três livros com ensaios inéditos

Paula Alzugaray

Reprodução

Aos olhos de pintores estrangeiros, a baía da Guanabara já assumiu ares de baía napolitana e a exuberante Mata Atlântica foi tingida de cores muito mais cálidas do que a intensidade do sol tropical permitiria. A paisagem brasileira – vastamente registrada nos últimos 400 anos por penas e pincéis de viajantes europeus – é agora assunto de três belas publicações que trazem ensaios inéditos.

Como as imagens do Brasil nem sempre nasceram da observação, mas de relatos, O Brasil dos Viajantes (Objetiva e MetaLivros, 516 págs., R$ 188), começa dedicando-se aos textos e anotações de exploradores. Como o alemão Hans Staden (que recentemente virou filme) ou o Frei André Thevet, cosmógrafo da corte francesa, para quem o bicho-preguiça era “a fera que vive de vento, o animal mais disforme que se possa imaginar”. O livro, o mais completo levantamento da iconografia brasileira, realizado pela professora da Universidade de São Paulo (USP) Ana Maria de Moraes Belluzo, traz quatro séculos de pinturas, gravuras e registros da fauna, flora e geografia do Brasil.

Capítulo essencial da história das missões artísticas e científicas ao País, a ocupação holandesa de 1630 a 1654 ganhou no livro O Brasil e os Holandeses (Sextante, 272 págs., R$ 90) ensaios de doze intelectuais e historiadores. Entre eles, um estudo detalhado de Beatriz e Pedro Corrêa do Lago sobre as 18 telas pintadas no Brasil pelo pintor Frans Post.

O século 19 é visto em Revelando um Acervo (BEI, 190 págs., R$ 45), o livro que acompanha a exposição Coleção Brasiliana, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em um amplo estudo, mostra que a paisagem urbana do Rio de Janeiro estava entre os temas preferidos das novas ondas de pintores europeus e confirma o Outeiro da Igreja da Glória como o principal cartão-postal da cidade nos anos da Independência.

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