20 de março de 2000
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Coleção Brasiliana
Um Brasil que não existe mais ressurge em obras de viajantes

Luiz Paulo Labriola

Foto: Divulgação
Vista do Pão de Açúcar tomada da estrada do Silvestre, do inglês Charles Landseer

Coleção Brasiliana reúne pinturas, aquarelas, desenhos e gravuras feitas de 1816 a 1898 por artistas-viajantes e pintores que nunca estiveram no Brasil ou realizaram seus quadros já fora do País. Há paisagens e cenas urbanas, retratos e naturezas-mortas, em diferentes estilos e níveis de sofisticação. Ainda que algumas das 133 obras não sensibilizem pela qualidade estética, em sua maioria representam, no mínimo, importantes documentos visuais históricos e geográficos. Muitas se prestaram à divulgação do Brasil na Europa, num momento em que, devido à influência do Romantismo nas artes plásticas, na filosofia e na literatura, havia grande interesse pelo pitoresco e pelo exótico de uma América inexplorada.

Há pintores de importância reconhecida. Debret foi pintor da Missão Artística Francesa no Brasil, fez os primeiros retratos da família real e organizou em 1829 a primeira exposição de arte no País. Já o alemão Rugendas destacou a diversidade natural, condensando-a em uma única paisagem. Por isso foi considerado por importantes cientistas do século XIX quem melhor expressou a fisionomia da natureza americana. Na mesma linha seguem as criações de Eduard Hildebrandt, bem naturalistas, com tipos humanos peculiares e uma natureza virgem em ebulição.

O visitante mais atento terá impressões bastante diferentes, quando não opostas. No morro onde o inglês Landseer retrata o Pão de Açúcar, caçadores de borboletas dão ao cenário uma pureza e uma descontração já perdidas. A lagoa Rodrigo de Freitas do italiano Facchinetti e do inglês Tully se torna ainda mais inimaginável após a recente tragédia ecológica, tal como a plácida Baía da Guanabara do francês Vinet. O genebrino Coindet faz do Andaraí Pequeno uma extensão de sua idílica Suíça. Há ainda gravuras de São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará. Todas, enfim, falando de um paraíso que, se um dia existiu, definitivamente se perdeu.

Visões de um paraíso


Até 30/4 – Pinacoteca do Estado – Praça da Luz, 2 – São Paulo.
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