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Drama
Música do
Coração
Drama musical garante a Meryl Streep a 12.a
indicação ao Oscar
Neusa
Barbosa
| Fotos:
Divulgação |
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Meryl:
história real de uma professora de violino
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Enquanto se
preparava para atacar Pânico 3, novo capítulo da franquia sangrenta
que está arrebentando nas bilheterias americanas, o diretor Wes
Craven encontrou um passatempo relaxante – filmou a delicada história
de uma professora de violino no Harlem de Nova York, Roberta Guaspari,
e garantiu uma vaga na festa do Oscar. São duas indicações: melhor
canção (“Music of the Heart”) e melhor atriz para Meryl Streep (leia
quadro ao lado).
O empenho dos
dois pesos-pesados de Hollywood acabou de tirar do anonimato a professora,
que já havia sido objeto de um documentário, Small Wonders (1996).
Drama familiar convencional, é a típica história da heroína que
cultiva flores no lodo. Recém-saída de um casamento falido, Roberta
não tem mais do que dois filhos, 50 violinos e seu talento como
musicista na bagagem – além de uma imperiosa necessidade de trabalhar.
Sem experiência profissional, por conta dos constantes deslocamentos
ao lado do ex-marido militar, ela enfrenta um muro de incompreensão
para colocar seu conhecimento a serviço das crianças pobres de uma
escola pública do East Harlem. Mães de alunos e mesmo a diretora
(Angela Bassett, Malcolm X) não a levam muito a sério. Roberta entra
pela porta dos fundos, sempre dependendo de verbas a ponto de sofrer
um corte.
Na vida real,
Roberta Guaspari sofre o mesmo dilema para manter seu programa,
que já revelou grandes talentos. Ajudou-a, por enquanto, a projeção
emprestada pelo filme, que teve a participação espontânea de violinistas
do primeiro time, como Itzhak Perlman e Isaac Stern.
Para embalar
bons sentimentos
Foco
Queridinha
do Oscar
Gabriela Mellão
Disputar um
Oscar é um fato corriqueiro para Meryl Streep, de 50 anos. Em 23
anos de carreira, a atriz norte-americana, considerada a rainha
dos múltiplos sotaques e penteados de Hollywood, já preparou 12
discursos para a grande festa da Academia. Os mais recentes deles
para Um Amor Verdadeiro (1998) e As Pontes de Madison (1995).
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Meryl:
Oscar por A Escolha de Sofia
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As indicações
são tão freqüentes em seu currículo que até ela faz piada com o
assunto. Diz que a corrida pelas estatuetas soa como reprise e o
público deve pensar: “Oh, não. Ela de novo!”. Este ano não vai ser
diferente. Com a atuação no 31.º filme de sua carreira, Música do
Coração, Streep estará mais uma vez sentada na platéia que mais
exibe artistas por metro quadrado do mundo, concorrendo a sua terceira
premiação. Até hoje, ela levou dois Oscar: um de atriz coadjuvante
por Kramer vs. Kramer (1979) e outro de melhor atriz por A Escolha
de Sofia (1982).
Desta vez, Streep
já tem motivos para comemorar antes da festa que acontece dia 26.
A 12.ª indicação a coloca em pé de igualdade com Katharine Hepburn
(Num Lago Dourado, 1981), a atriz que mais recebeu indicações na
história do cinema. Mas mesmo se não voltar da cerimônia com as
mãos abanando – o que os críticos duvidam –, ainda estará um Oscar
atrás de Hepburn, que já abocanhou quatro.
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