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Drama
Hurricane
– O Furacão
Interpretação de Denzel Washington vale o
filme
Marina
Person
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Denzel:
impecável na pele de pugilista injustiçado
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“Essa é a história
de Hurricane, o homem que as autoridades resolveram culpar por algo
que ele nunca fez/o colocaram numa prisão, enquanto ele poderia
ter sido o campeão do mundo...” Em 1975, Bob Dylan cantou com detalhes
a história de Rubin “Hurricane” Carter, o pugilista que foi injustamente
acusado de assassinar três pessoas e condenado à prisão perpétua.
Agora, às vésperas
do Oscar, Hurricane – O Furacão estréia no Brasil, na sexta feira
17. O filme concorre apenas à estatueta de melhor ator para Denzel
Washington – que emagreceu 20 quilos e aprendeu a boxear de verdade
para encarar esse papel e não oferecia uma interpretação tão generosa
desde Malcolm X. Em Hurricane, ele está contido, mas impecável.
Considera-se
que uma das injustiças do Oscar deste ano seja a não indicação de
Hurricane – O Furacão na categoria principal, a de melhor filme.
Um dos argumentos para isso é a parcialidade com que a história
de Rubin Carter foi tratada pelo diretor Norman Jewison (O Feitiço
da Lua). O boxeador passou metade da sua vida adulta na prisão,
vítima do preconceito racial de um policial que o perseguia desde
a infância. Para provar sua inocência e seu caráter inabalável foram
suprimidos do filme alguns delitos cometidos por Carter na juventude,
assim como distorcidos alguns fatos. Pelo filme, entende-se que
Rubin Carter foi para a cadeia justamente no auge de sua carreira.
Historiadores contestam essa visão, dizendo que em 1966, ano em
que foi preso, ele estava bem no ranking, mas não era mais o Furacão
de outrora.
Mesmo baseado
em uma história verdadeira, Hurricane – O Furacão não passa de um
filme à moda antiga, que mais uma vez trava a luta do bem contra
o mal, e que usa de todos os truques para deixar o espectador com
as emoções à flor da pele. Apesar de longo (155 minutos), o filme
e, principalmente, Denzel Washington seguram a onda.
É tudo verdade?
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