Celebridade  
Prensa Três

Com o black power característico da época e já com os indefectíveis óculos escuros, Jorge Benjor mostrava todo seu estilo na capa do disco Ben, de 1972.

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Jorge Benjor

por diógenes campanha

Fabiano Cerquiani
O cantor e compositor ganhou um Grammy Latino especial pelo conjunto de sua obra, em cerimônia realizada dia 2 de novembro em Los Angeles
Essa foi a melhor época da minha carreira”, diz Jorge Benjor, referindo-se aos tempos em que exibia o vistoso penteado black power da foto ao lado. A imagem foi feita para o disco Ben, lançado em 1972. O álbum foi um dos mais marcantes na trajetória do cantor e traz músicas que se tornaram clássicos de seu repertório, como “Caramba... Galileu da Galiléia” e “Taj Mahal”. Ambas fizeram sucesso até fora do Brasil e “Taj Mahal” chegou a ser plagiada por Rod Stewart. Um dos marcos na carreira do músico autodidata, que aprendeu sozinho a tocar violão e sonhava ser jogador de futebol. A paixão pelo esporte foi cantada diversas vezes por ele, inclusive em “Fio Maravilha”, outra faixa eterna do disco Ben. O compositor que cantou não apenas o futebol, mas também a malandragem, a paixão pela “negra chamada Tereza” e a amizade com Tim Maia, entre tantos outros temas, acaba de ser homenageado com o Grammy Latino pelo conjunto de sua obra. “Embora meu trabalho seja centrado no Brasil e um pouquinho na Europa, os artistas de língua latina me conhecem muito”, diz Benjor. “Para ganhar essa homenagem, recebi votos de grandes artistas, como o pessoal do Buena Vista Social Club. Esse reconhecimento me
deixa orgulhoso.”