Ela é filha do presidente do BNDES, embaixadora
no Brasil da ONG Best Buddies – dedicada a integrar
pessoas com deficiência mental à sociedade
– e já atuou no mercado financeiro. Agora,
aos 24 anos, Marina Mantega realiza seu desejo de infância:
ser atriz. E são logo dois testes de fogo: na
sexta-feira 4, ela estreou nos palcos com a peça
Cleópatra e, em março de 2006,
começa a gravar Anita & Garibaldi –
Guerreiros da Liberdade, filme no qual contracenará
com Letícia Spiller e Antonio Banderas.
“Queria ser atriz da novela das oito, quando
criança. Estou realizando um sonho. Vamos ver
se gosto realmente ou não”, diz Marina
Mantega. As oportunidades para seguir a carreira artística,
ela conta, apareceram de surpresa e com um intervalo
de menos de 24 horas. Em um dia foi chamada pelo ator
e produtor Dani Monteiro para fazer Cleópatra.
No outro, ao contar sobre a peça para o roteirista
e produtor Vitor Lustosa, recebeu dele o convite para
ser a amante do personagem de Antonio Banderas na
telona. “Estou torcendo para ter muitas cenas
de beijo”, brinca.
Nas três semanas anteriores à estréia
no palco, Marina ensaiava doze horas diárias
com o resto do elenco. Ansiosa e determinada, ela
diz que não pensa em outra coisa ultimamente
– e nem sempre são pensamentos positivos.
“A gente sempre acha que vai fazer feio, né?”,
admite ela, que tem 265ml de silicone em cada seio
e pesa 57 quilos – emagreceu sete desde o início
do ano. A insegurança e o bom senso fizeram
com que trocasse um papel maior em Cleópatra
por uma participação especial –
que não inclui nenhuma fala. “Quando
comecei a ensaiar, percebi que estava dando um passo
maior do que a perna. Pedi para o diretor Marcelo
Saback um papel menor e ele concordou comigo. Tive
muito pouco tempo de ensaios”, afirma.
Os pais – o economista Guido Mantega e a agente
de intercâmbios Lavínia Cardim, separados
há 21 anos – não escondem que
preferiam ver a filha seguir carreira no mercado financeiro.
Ela já foi trader internacional do
Bradesco e estagiou na Bovespa, na Bolsa de Mercadorias
& Futuros e na corretora Liquidez. “Se eu
falasse que ia fazer artes cênicas, tenho certeza
de que eles não iriam gostar”, diz Marina,
que trancou a faculdade de administração
e preferiu contar as novas para Guido e Lavínia
quando tudo já estava bem encaminhado. “Marina
nunca anunciou nada. Ela tem uma personalidade muito
forte, vai fazendo e conta depois”, revela a
mãe. O apoio da família, no entanto,
está garantido, seja qual for a escolha. “Tudo
o que a gente quer é vê-la feliz”,
completa.
Guido e Lavínia sempre foram a principal
referência de Marina. Ela sa-be que ser filha
de um homem de confiança do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva requer atenção
especial com as palavras e atitudes. “Tudo que
falo pode respingar em meu pai. Ele é muito
sério, tomo cuidado para que não fique
bravo com minhas entrevistas”, afirma Marina,
que chegou a conviver com Lula antes de ele se tornar
presidente. “O Lula freqüentava minha casa.
Agora, não mais.”
É também pelos pais que ela não
descarta uma volta ao mercado financeiro e continua
à frente da ONG Best Buddies no Brasil.
Marina não vê problemas em tocar mais
de um projeto profissional simultaneamente. “Se
você é competente, pode fazer tudo ao
mesmo tempo.” 
Produção: Camila Cury, Bianca Cury,
Patrícia Nese (Imagem Consultoria); Cabelo e make
up: Adilson Vital/Metamorphose Agência; Agradecimentos:
Clube Chocolate, Daslu, Cris Barros, Sapatos Pollignannoae’
mare, Guaraná Brasil, Freshy Spa & Outfits, Café de
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