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Cláudia
Ohana
por
Bianca Zaramella
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Em 1985, Cláudia
Ohana contracenou com Edson Celulari no filme Ópera
do Malandro, adaptação da peça
homônima de Chico Buarque. No papel de Ludmila
Struedel, interpretou cinco canções
do compositor |
"Você quer saber da minha vida passada!”,
brincou Cláudia Ohana, quando perguntada sobre o filme
Ópera do Malandro, de 1985. Mas os vinte anos
que a separam da imagem acima, onde aparece contracenando
com Edson Celulari, não a impediram de relembrar histórias
dos bastidores da produção, na qual interpretou
a personagem Ludmila Struedel. “Tenho lembranças
maravilhosas. Era muito trabalho, porque a gente cantava e
dançava, então tivemos muitas aulas para aprender
as coreografias”, conta Cláudia. Na época
casada com o cineasta Ruy Guerra, diretor do filme, ela estava
escalada para o papel da protagonista desde o início
do projeto. Mesmo assim, teve que fazer testes para mostrar
que poderia cantar as músicas da obra de Chico Buarque.
“Foi muita responsabilidade, fiquei nervosa. Sou fã
do Chico desde pequena. Os Beatles e ele eram tudo na minha
vida”, diz. Depois de convencer o ídolo, Cláudia
interpretou cinco canções da trilha sonora,
uma delas em dueto com Elba Ramalho, que também fazia
parte do elenco. “Sempre gostei de imitar a Elba cantando
e, nas filmagens, o Ruy me mandava fazer a imitação
para ela ver.” Atualmente, a voz de Cláudia pode
ser ouvida no teatro, na comédia musical Cleópatra?,
que estreou em São Paulo na sexta-feira 4. Avaliando
a passagem do tempo entre esses dois trabalhos, a atriz comenta:
“Naquela época eu estava dançando para
caramba! Fazia cinco horas diárias de dança,
estava bem condicionada, mas hoje me sinto mais segura. Tenho
mais experiência como atriz”. |
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