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| Jota
Quest faz disco coeso e surpreendente para um grupo
comprometido com execução e vendagem |
Vão se decepcionar os fãs do Jota Quest que
anseiam ouvir uma baba como “Amor Maior” no sétimo
disco do quinteto mineiro, Até Onde Vai. Rogério
Flausino e sua turma foram um pouco além do que se
poderia esperar de um grupo comprometido com a obrigação
de tocar no rádio e vender disco – seu projeto
MTV ao Vivo, de 2003, beirou as 600 mil cópias.
Até Onde Vai lembra o último bom disco
de estúdio da banda, Discotecagem Pop Variada
(2002), pela fusão de estilos e convidados.
O Jota Quest soube se cercar de nomes que deram tempero
extra ao seu diluído e branquelo soul. Os DJs e produtores
ingleses Layo & Bushwaka, por exemplo, põem o
grupo em sintonia com a linguagem dance na ensolarada “Sunshine
in Ipanema”. Já o mineiro Evandro MC ajuda
a transformar “Libere a Mente” e “É
Rir para Não Chorar” em faixas dignas de um
baile funk. Nando Reis, que deu ao Jota em 2003 o hit “Do
Seu Lado”, confia ao grupo outra inédita, a
roqueira “Não Dá”.
Puxado pela turbinada releitura de “Além
do Horizonte” (1975), último suspiro soul da
obra de Roberto Carlos, o disco é coeso. Mas derrapa
na enfadonha canção “Celebração
do Inútil Desejo” e na melodia pouco inspirada
de “Absurdo”, muito aquém dos versos
de Lulu Santos. Ainda assim, por conta do salutar ecletismo
da ficha técnica, o Jota Quest renova seu som e mostra
evolução ao descartar as baladas melosas.
Discotecagem Pop Variada
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