Reportagens  
“Fui fazendo meu pé-de-meia. Com 17 anos comprei meu primeiro carro’’, conta Sabrina Parlatore, que começou a trabalhar
aos 16 anos
• • •
Televisão
Sabrina quer sossego

Aos 30 anos, a ex-musa da MTV diz que não quer ser mais famosa do que é e curte a nova fase como apresentadora do programa Vitrine, na TV Cultura
texto: jonas furtado
fotos: edu lopes
 Deixe aqui o seu comentário
 Envie esta matéria para um amigo
 Ensaio: Sabrina, uma das mulheres mais belas do País
Há sete anos, ela enfrentou uma depressão, superada com a ajuda da mãe psicóloga: “Acho que sou um porto seguro para ela”, diz Márcia Taiul
Ela é uma das mulheres mais bonitas do País e há dez anos constrói uma carreira de sucesso na televisão. A década de fama, porém, parece ter cansado Sabrina Parlatore. “Sou uma pessoa que gosta de privacidade. Tem momentos que gostaria de passar despercebida, e é difícil”, afirma. Ex-apresentadora da Band e uma das VJs de maior sucesso da MTV, há três meses Sabrina apresenta, ao lado do jornalista Rodrigo Rodrigues, o programa Vitrine, na TV Cultura. Sem a pressão exagerada por bons índices de audiência no Ibope, o novo emprego faz parte da busca por maior tranqüilidade profissional e pessoal. “Não tenho a ambição de ir para uma emissora maior, fazer algo com mais exposição, ser mais famosa. Pelo contrário: quero uma coisa mais sossegada e ter mais tempo para mim.”

A estabilidade que a apresentadora agora almeja contrasta com a ansiedade por conquistas que desde cedo a cercaram. Sabrina começou a trabalhar como modelo aos 16 anos. Mais do que realizar o sonho das meninas de sua geração, o trabalho era a oportunidade de ganhar o próprio dinheiro e satisfazer seus desejos. “Toda adolescente adora comprar roupa de marca”, diz ela. “Também fui fazendo meu pé-de-meia. Com 17 anos comprei meu primeiro carro.” Há sete anos, já como musa da MTV e com a carreira de vento em popa, enfrentou uma crise de depressão, desencadeada sem que houvesse um motivo determinante e superada com a ajuda de acompanhamento médico e apoio familiar. “Tenho essa predisposição, os especialistas dizem que há um fator genético forte (nas pessoas que sofrem de depressão)”, diz. “Ela tinha tudo, mas não estava feliz. O mais angustiante era que Sabrina não conseguia colocar para fora o que estava sentindo”, conta a mãe, Márcia Montoro Taiul, 55 anos, psicóloga, apontada por Sabrina como “importantíssima” no seu processo de recuperação. “Acho que sou um porto seguro para ela”, completa Márcia.

Hoje, Sabrina vive ótima fase e não gosta nem de lembrar dos momentos difíceis. Aos 30 anos, está muito mais satisfeita com seu corpo do que aos 20. “Estou mais definida, mais encorpada, com um corpo mais de mulher. Me sinto muito mais bonita”, afirma. A segurança também se vê no campo das conquistas pessoais. Ela reformou e deixou seu apartamento como sempre quis. Na vida afetiva, diz estar mais quieta e caseira e há nove meses namora o fotógrafo Tarciso de Lima. A chegada aos 30 contribuiu para que crescesse a vontade de ser mãe. “Daqui a um tempo, quero ter uma família, um filho. Não quero demorar muito, senão começa a ficar complicado.”

Produção: Bianca Zaramella. Cabelo e make-up: Adilson Vital/Molinos e Trein. Agradecimentos: Patachou, Lorenzo Merlino, Any Any, Carlos Tufvesson,
estúdio Vintage