| Entre canapés e bebidas sofisticadas,
centenas de convidados lotaram o Auditório Simon
Bolívar, no Memorial da América Latina, no
último dia 20, para prestigiar o maior prêmio
do mercado editorial brasileiro.
Em sua 47ª edição, o Prêmio Jabuti
mostrou que ainda está crescendo. Neste ano foram
mais de 2 mil obras inscritas e 60 premiadas. Também
foi a maior premiação em dinheiro da história
do evento. O vencedor de cada categoria recebeu R$ 1.500,
enquanto os ganhadores do Prêmio Livro do Ano levaram
R$ 30 mil cada. Os três primeiros colocados nas 17
categorias receberam a tradicional escultura do Jabuti.
A grande contemplada da noite foi a escritora Nélida
Piñon, que recebeu o Prêmio Livro do Ano –
Ficção pelo romance Vozes do Deserto,
da editora Record. “Eu desejava fazer um livro profundo,
que mexesse com a imaginação humana. Mas é
um livro difícil, não pensei que ele seria
apreciado”, disse. O Prêmio Livro do Ano –
Não-ficção foi entregue a Francisco
Alberto Madia de Souza, por Os 50 Mandamentos do Marketing,
da Editora M. Books. “O livro sempre foi tão
presente na minha vida que sinto que era eu quem deveria
estar prestando essa homenagem, e não recebendo-a”,
afirmou o escritor.
Mas os mais reverenciados pela platéia –
formada principalmente por escritores e editores –
foram Dora Ferreira da Silva, melhor poesia, e
Aziz Nacib Ab’Saber, melhor livro de ciências
humanas, recebidos com muitos aplausos.
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