| Roy Lichtenstein transformou
em clichê tudo o que passou por suas mãos.
Em início de carreira, nos primeiros anos da
década de 60, em especulação
da revista Life, disputou com Andy Warhol
o título de “pior artista da América”.
O tempo mostrou que os dois concluíram com
brilho e maestria o projeto da pop art de elevar à
condição de arte moderna as imagens
produzidas pela sociedade de consumo norte-americana.
Lichtenstein (1923-1997) começou com os ícones
de Mickey Mouse e Pato Donald, para logo reproduzir
quadrinhos em grandes telas. As heroínas de
cartuns são suas imagens mais conhecidas, mas
suas paródias foram mais longe. Temas e gêneros
tradicionais da história da arte também
foram transformados em clichês e reticulados
pelos pincéis de Lichtenstein. A mostra Vida
Animada, organizada por Nessia Leonzini e com
curadoria de Lisa Phillips, apresenta alguns dos mais
belos clichês já recriados pelo artista.
Entre eles, “Goldfish”, o aquário
de peixes vermelhos pintado nove vezes por Matisse
entre 1910 e 1914. São dignas de destaque nesta
exposição as naturezas mortas e as colagens
da série “Dez Paisagens”, de 1967.
No Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo,
a mostra traz 78
desenhose colagens que revelam os métodos usados
para recriar
à mão o vocabulário gráfico
das técnicas de impressão. Didática
e surpreendente
Instituto
Tomie Ohtake – av. Faria Lima, 20,
São Paulo, tel. (11) 2245 1900. Até
20/11.
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