13 de março de 2000
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Lucy Geisel
Vista raras vezes em público, a ex-primeira-dama, filha de militares, morre em acidente de carro, aos 82 anos

Ao contrário de primeiras-damas como a americana Hillary Clinton, Lucy Markus Geisel só foi conhecida por fazer chás da tarde para esposas de militares todas as quintas-feiras e por controlar a dieta do marido, o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979). Filha de um coronel do Exército três vezes prefeito de sua cidade natal, Estrela, no Rio Grande do Sul, Lucy, como era conhecida, só era vista em raras cerimônias oficiais. “A forma discreta de viver foi uma de suas maiores marcas”, disse o presidente Fernando Henrique Cardoso, em mensagem à família. Ela morreu na sexta-feira 3, na Lagoa, Rio de Janeiro, aos 82 anos, num acidente de carro provocado por um motorista que desrespeitou o sinal vermelho. Ela ainda foi levada a uma clínica, mas não resistiu aos ferimentos e teve uma parada cardíaca. Ao lado do general Ernesto Geisel, morto em setembro de 1996, Lucy assistiu de perto ao tenso processo de reabertura política iniciado pelo marido em 1974 – ele foi o quarto presidente do regime militar que depusera João Goulart dez anos antes. O corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio, no sábado 4. Deixa uma filha, Amália Lucy.

Foto: Fernando Rabelo

Celso Antônio de Souza e Silva, ex-embaixador em Moscou e Londres, morreu na quarta-feira 1.º vítima de câncer, no Rio de Janeiro, aos 76 anos. Em 36 anos de carreira diplomática (1948-1984) e quatro como diretor do Jornal do Brasil (1962-1966), Souza e Silva criou uma reputação de homem equilibrado, porém contundente em suas críticas. Como as que fazia à televisão brasileira, cuja programação considerava de baixo nível cultural. Seu corpo foi sepultado na quarta-feira 1.º, no Cemitério São João Batista, no Rio. Deixa a mulher, Maria Alice, e dois filhos.

Miguel Rodolfo Brücher, engenheiro consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) e superintendente do Serpro, órgão de processamento de dados da Secretaria da Receita Federal, morreu ao cair de uma árvore que podava no quintal de sua casa, no Rio de Janeiro, na segunda-feira 28, aos 52 anos. Especialista em sistemas de informação, criou um programa de controle financeiro para o governo de Angola em 1990 e, entre 1992 e 1994, lecionou na universidade alemã de Marburg. Tinha duas paixões: a casa em estilo alemão em Nova Friburgo (RJ) e um Fusquinha 66, deixado para o filho mais velho, Igor. Deixa a mulher, Eliane, e três filhos do primeiro casamento.

Dennis Danell, guitarrista do grupo americano de música punk Social Distortion, morreu na terça- feira 29, devido a um derrame cerebral, aos 38 anos. Ele havia entrado para o conjunto em 1979 menos por causa de sua habilidade musical do que por sua amizade com o líder, Mike Ness. Danell morreu na entrada da garagem de sua casa, em Newport Beach, Califórnia, enquanto fazia a mudança para uma outra casa. Deixa a esposa e duas filhas.

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