13 de março de 2000
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Gilberto Barros entra na briga pela audiência dos domingos

Ramiro Zwetsch

Foto: Alexandre Tokitaka
Gilberto Barros, na estréia: gincana musical e frases grotescas

“Mudamos a cara da televisão brasileira!”, anunciou Gilberto Barros, durante a estréia, dia 5, de seu Domingo Show (Rede Record, 17h). “A televisão aos domingos estava muito chata, muito cansada”, continuou ele. Apesar da euforia do apresentador, Domingo Show não ofereceu nada de novo ao telespectador. O combustível deste, assim como em tantos outros programas de auditório, é uma competição musical. E, por sinal, mostrou um parentesco direto com o consagrado Qual é a Música, do SBT.

Na estréia, homens e mulheres testaram seus conhecimentos durante três horas. A maioria das provas, como a mímica e o karaokê, caíram na previsibilidade. Outras, mais originais, garantiram algum divertimento. Não deixa de ser engraçado assistir aos participantes se descabelando para adivinhar uma música executada de trás para frente, no quadro “Marcha Ré”.

Paralelamente à gincana musical, acontece o quadro “Desafio Brasil”, em que uma família tem de executar tarefas estipuladas pela produção do programa, em troca de prêmios. Na estréia, o pai de família teve que preparar um drinque, a mãe, tocar um berrante, e o filho, fazer uma mágica. Nada realmente empolgante.

Mesmo sem oferecer grandes novidades, Gilberto Barros manteve o auditório feminino animado no decorrer de todo o programa. Mas para competir com o Domingo Legal, apresentado por Gugu, e o Domingão do Faustão, vai ter que dar uma maneirada no vocabulário. Na estréia, não se constrangeu em soltar comentários como “o som desse berrante mais parece peidinho de velha”. Depois de um número de mágica que fazia um pombo aparecer do nada, alertou o cantor Vinny: “Cuidado para não pisar na merda que o pombo deixou tudo cagado”. Só mesmo o tempo e a audiência poderão dizer se o estilo truculento de Gilberto combina com o gosto do público das tardes de domingo.

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