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Game Show
Domingo Show
Gilberto Barros entra na briga pela audiência
dos domingos
Ramiro
Zwetsch
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Foto:
Alexandre Tokitaka
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Gilberto
Barros, na estréia: gincana musical e frases grotescas
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“Mudamos a
cara da televisão brasileira!”, anunciou Gilberto Barros, durante
a estréia, dia 5, de seu Domingo Show (Rede Record, 17h). “A televisão
aos domingos estava muito chata, muito cansada”, continuou ele.
Apesar da euforia do apresentador, Domingo Show não ofereceu nada
de novo ao telespectador. O combustível deste, assim como em tantos
outros programas de auditório, é uma competição musical. E, por
sinal, mostrou um parentesco direto com o consagrado Qual é a Música,
do SBT.
Na estréia,
homens e mulheres testaram seus conhecimentos durante três horas.
A maioria das provas, como a mímica e o karaokê, caíram na previsibilidade.
Outras, mais originais, garantiram algum divertimento. Não deixa
de ser engraçado assistir aos participantes se descabelando para
adivinhar uma música executada de trás para frente, no quadro “Marcha
Ré”.
Paralelamente
à gincana musical, acontece o quadro “Desafio Brasil”, em que uma
família tem de executar tarefas estipuladas pela produção do programa,
em troca de prêmios. Na estréia, o pai de família teve que preparar
um drinque, a mãe, tocar um berrante, e o filho, fazer uma mágica.
Nada realmente empolgante.
Mesmo sem oferecer
grandes novidades, Gilberto Barros manteve o auditório feminino
animado no decorrer de todo o programa. Mas para competir com o
Domingo Legal, apresentado por Gugu, e o Domingão do Faustão, vai
ter que dar uma maneirada no vocabulário. Na estréia, não se constrangeu
em soltar comentários como “o som desse berrante mais parece peidinho
de velha”. Depois de um número de mágica que fazia um pombo aparecer
do nada, alertou o cantor Vinny: “Cuidado para não pisar na merda
que o pombo deixou tudo cagado”. Só mesmo o tempo e a audiência
poderão dizer se o estilo truculento de Gilberto combina com o gosto
do público das tardes de domingo.
Peso pesado
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