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ARTE:
Álvaro Ferreira
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Despida a
caráter, Valéria faz a Mocidade Alegre
Foram três
horas de produção, numa sessão de maquiagem seguida de aplicação
de purpurina no corpo inteiro e do ajuste dos adereços. Das mãos
de Tadachi Hirata, maquiador do salão Jacques e Janine, no bairro
do Itaim, em São Paulo, surgiu a Valéria Valenssa, 28 anos, que
o Brasil consagrou. Com a vigilante companhia do marido, Hans Donner,
51, e o maior apoio dos irmãos Caíque, 30, e Claudinha, 22, Valéria
transformou-se, na sexta-feira 3, em Globeleza para seguir em direção
ao Sambódromo paulistano – e, lá, brilhar como madrinha da bateria
da Mocidade Alegre.
Os preparativos
começaram às 21h, quando ela chegou com marido e irmãos e foi recepcionada
por integrantes de uma ala da escola de samba. Donner garantiu a
sessão relaxamento, com massagem nos pés que enfrentariam, logo
depois, os 530 metros da passarela. Sobre saltos tipo agulha, a
distância foi percorrida em 20 minutos. “São os pés mais leves que
existem no País”, disse ele.
Para ficar mais
calma – estava “com a comida na garganta”, depois da massa com molho
vermelho que comeu durante participação no Mais Você, de Ana Maria
Braga – apelou para um singelo chá de erva cidreira. Valéria vivia
um momento especial: a comemoração de dez anos como mulata Globeleza
das vinhetas da Globo. Vestida, por assim dizer, ela entrou na limusine
escoltada por policiais, que não escondiam o olhar de cobiça. Para
não perder a purpurina, teve de seguir ajoelhada durante o percurso.
No Sambódromo, o encontro com um fã. “Tenho de assisti-la pelo menos
dez vezes por dia, ou tudo fica sem graça”, confidenciou o estudante
Fábio Rocha, 18 anos. Ela agradeceu e seguiu em frente para sua
missão: encantar os brasileiros, para o Carnaval não ficar sem graça.
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