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Darcy Cosper: adaptação
para o cinema

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Romance
Temporada de Casamento
Repetição prejudica narrativa que tem boas tiradas e originalidade ao falar de como manter o parceiro
Adriana Morelli

Escritora e crítica literária, a americana Darcy Cosper terá seu primeiro romance, Temporada de Casamento (Nova Fronteira, 304 págs., R$ 29), adaptado para o cinema. Baseada em diálogos ágeis e satíricos, essa comédia de costumes moderna retrata os conflitos de uma nova-iorquina bem-sucedida diante da possibilidade de subir ao altar. Joy Silverman já mora com o namorado Gabe, por quem é apaixonada. Mas, por um romantismo às avessas, que a faz ser contra convenções sociais, não quer oficializar a relação. Ter que assistir a 17 casamentos em seis meses intensifica este tema na vida da protagonista e complica a rotina do casal.

Narrada em primeira pessoa por uma mulher na faixa dos trinta, a prosa de Cosper adquire o tom de diário pessoal tão em voga e dialoga com outras narrativas do gênero, como O Diário de Bridget Jones e o seriado Sex & the City. O diferencial é que neste caso não se trata de procurar o parceiro ideal, mas sim de mantê-lo. Desafiando a crença convencional de que “esse compromisso faz diferença”, como diz a mãe da personagem insistindo para que ela se case, Joy incorpora o mito do herói solitário que sofre por enfrentar a sociedade. Moderna e bem-humorada, a prosa de Cosper tem boas tiradas e algumas cenas memoráveis. Porém o tema frágil e o número exagerado de casamentos faz com que a narrativa fique inevitavelmente repetitiva e perca o fôlego. Ela não quer casar