Celebridade  
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Em 1980, Daniel subia ao palco do Cine São José, em Brotas, para se apresentar em um dos festivais de música que agitavam a cidade do interior de São Paulo. Era o início de uma carreira que já conta mais de 10 milhões de discos vendidos.

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Daniel

por Diógenes Campanha

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O cantor acaba de lançar Meu Reino Encantado III, no qual resgata clássicos do sertanejo.

Antes de conquistar sucesso nacional como cantor, Daniel já era uma atração nos festivais de música de Brotas (SP), sua cidade natal. Nesta foto, de 1980, ele está se apresentando no Cine São José, que abrigava um desses eventos. “Era uma época de sonhos, o começo de tudo”, diz ele, que se lembra até das músicas que cantou no palco, com 12 anos de idade. “Cantei ‘Porto Solidão’, no gênero popular, e ‘Berrante de Ouro’, no sertanejo.” Na ocasião, não conseguiu a vitória, que acabou ficando com os irmãos João Paulo e Chico. O mesmo João Paulo que, mais tarde, faria dupla com Daniel, mas que nessa época era seu concorrente. “Tínhamos uma disputa sadia, que só me deixou ótimas recordações”, diz. Quando ainda cantavam separados, eles se revezavam nos primeiros lugares dos festivais, mas já eram bons amigos. “Fazíamos rodas de viola nas nossas casas. Brotas é uma cidade pequena, todo mundo se conhece. Quando o Chico resolveu parar de cantar, nós formamos a dupla e acabou dando certo”, conta Daniel. Os dois alcançaram grande sucesso nos anos 90, mas a trajetória ascendente foi interrompida em 1997, com a morte de João Paulo. Após a perda do parceiro, Daniel lançou-se como cantor solo e, desde então, gravou 11 discos. No último, Meu Reino Encantado III, resgatou canções do sertanejo raiz, inclusive algumas que cantava nos festivais de sua infância. “É fascinante poder voltar no tempo através desse trabalho. Eu cresci ouvindo esse estilo de música e, muitas vezes, elas falam de coisas que vivi no passado” diz.