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Alexandre Pires: depois do
Exterior, disco de pagode à
moda do Só pra Contrariar
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Ping-pong / Alexandre Pires
“Eu e Zezé Di Camargo somos a cara do Brasil”
Mauro Ferreira
Alexandre Pires está voltando às origens musicais e geográficas. Depois de promover carreira internacional, o cantor retorna ao Brasil e ficará em sua casa, em Uberlândia (MG), até junho de 2006. A razão é o novo disco, Meu Samba, que, apesar do título, tenta reviver o pagode aguado de seu ex-grupo, Só pra Contrariar. Pires falou a Gente.

Por que voltou ao Brasil?
Eu me cansei. Lançar um disco no Exterior é um trabalho gigante. Se o CD é lançado em 22 países, você tem que ir a esses 22 países para fazer a divulgação e, mais tarde, para fazer shows. Não tinha condições de continuar nessa vida.

O que o motivou a voltar ao samba?
Fiz um disco de samba porque ele é minha maior referência musical. Quis fazer um trabalho que lembrasse a minha fase com o SPC.

Acha que vai conseguir a mesma projeção de antes, já que o pagode universitário atualmente lidera o gênero?
Quando faço um disco, não penso em rótulos. O momento é outro. A década de 90, quando o pagode explodiu e o SPC vendeu 3 milhões de cópias, foi um momento único.

O que pensa do chamado pagode universitário?
É positivo, porque um outro tipo de público está tendo acesso a um estilo genuinamente brasileiro, e isso fortalece o samba. Os mais favorecidos curtem o som do Jeito Moleque, do Inimigos da HP. Tinha gente que não gostava de samba e passou a gostar por causa deles.

Acredita que sofre preconceito no Brasil?
Sim, tem pessoas que tapam os ouvidos para quem faz um som popular. Mas eu, Zezé Di Camargo... Todos nós hoje fazemos parte da música brasileira. Somos a cara do Brasil.