A teoria de que o melhor da festa é
esperar por ela cabe ao SBT Brasil. O telejornal
de Ana Paula Padrão causou mais sensação
nos preparativos que na estréia, na segunda 15, às
19h15. Depois de meses de especulações e crises
de insegurança da concorrência, o jornal foi
ao ar sem surpresas ou abalos na audiência –
manteve a média de 8 pontos que o SBT tinha no horário
nas quatro primeiras edições. Passada a ressaca,
a conclusão é de que, até aqui, todo
mundo se deu bem. Ganhou o SBT, que elevou a qualidade da
programação, as outras emissoras, que também
se mexeram para não ficar para trás, e, é
claro,
o público.
Ana Paula Padrão deu o recado que se esperava dela.
Competente e discreta, a ex-âncora do Jornal da
Globo pareceu até mais simpática no SBT.
O jornal é bom, como também era esperado,
levando em conta os investimentos. Comentaristas de credibilidade
na imprensa, mas novos no vídeo, trouxeram charme
ao programa. As matérias longas causaram a boa impressão
de que ali há mais informação. E a
série de reportagens sobre o narcotráfico
foi um diferencial que precisa ser mantido, assim como a
cobertura de eventos regionais. O cenário, porém,
é poluído. Cheio de cores, brilhos e luzinhas
que correm para lá e para cá, ficaria melhor
no Troféu Imprensa. Mas isso está fácil
de corrigir. Alto padrão
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