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Fórmula bem brasileira
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Em O Cravo e a Rosa (2000), Taumaturgo Ferreira arrancou gargalhadas do público como Januário, que tinha uma inseparável porquinha de estimação e descobre que seu pai (Carlos Vereza)
é um milionário

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Marcelo Novaes interpretou o bronco Timóteo na novela Chocolate com Pimenta (2003). Sempre às voltas com sua horta, ele se apaixona por Márcia (Drica Moraes) e lhe dá um porquinho
de estimação
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Foco / Alma Gêmea
Núcleo caipira faz sucesso na novela
Dirceu Alves Jr.
Fotos: Divulgação
Fernanda Souza interpreta a espevitada Mirna, que sonha em arrumar um marido

Alma Gêmea, a novela das seis que voltou a garantir à Globo a média de 40 pontos na audiência, não é apenas romance de outras vidas, aldeia indígena ou o luxo da década de 30. Como já é tradição do autor Walcyr Carrasco, um núcleo caipira se encarrega de garantir o bom humor e é apontado em pesquisas como um dos mais populares da novela. Desta vez, quem rouba a cena é a espevitada Mirna (Fernanda Souza), que passa às voltas com sua pata Doralice e vive às turras com o irmão Crispim (Emílio Orcíolo Netto).

Carrasco já esperava a repercussão de Mirna e não é por acaso que ele aposta nessa fórmula certeira em suas novelas, como já fez em O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta. “O brasileiro vive em um caldeirão de culturas e uma delas é a caipira. São personagens bem-humorados, com um modo muito próprio de olhar a vida”, diz o autor. A perseverança de Mirna em conseguir um casamento garante cenas hilárias para sua intérprete. “É a primeira vez que sinto meu trabalho admirado pelo público. As pessoas imitam o sotaque nas ruas, me chamam de Mirna”, diz Fernanda, 21, que estava há dois anos longe das novelas, dedicada
ao teatro.

A atriz diz que sua preocupação é transmitir aos telespectadores uma interpretação natural, sem caricaturas. “A verdade de Mirna é a realização do sonho do casamento, de ter filhos e, em nenhum momento, ela parece uma menina leviana. Afinal, para a época, Mirna, com seus 18 anos, era uma solteirona”, afirma Fernanda. Carrasco comemora que a identificação com a personagem não se restringe ao público feminino. Os telespectadores também torcem pela caipira. “Peço sempre para os diretores tratarem os personagens com humanidade. E disso vem a identificação. Não é só a Mirna que tem esse sonho. Todos nós queremos um par”, diz ele.