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| Fernanda
Souza interpreta a espevitada Mirna, que sonha em
arrumar um marido |
Alma Gêmea, a novela das seis que voltou
a garantir à Globo a média de 40 pontos na
audiência, não é apenas romance de outras
vidas, aldeia indígena ou o luxo da década
de 30. Como já é tradição do
autor Walcyr Carrasco, um núcleo caipira se encarrega
de garantir o bom humor e é apontado em pesquisas
como um dos mais populares da novela. Desta vez, quem rouba
a cena é a espevitada Mirna (Fernanda Souza), que
passa às voltas com sua pata Doralice e vive às
turras com o irmão Crispim (Emílio Orcíolo
Netto).
Carrasco já esperava a repercussão de Mirna
e não é por acaso que ele aposta nessa fórmula
certeira em suas novelas, como já fez em O Cravo
e a Rosa e Chocolate com Pimenta. “O
brasileiro vive em um caldeirão de culturas e uma
delas é a caipira. São personagens bem-humorados,
com um modo muito próprio de olhar a vida”,
diz o autor. A perseverança de Mirna em conseguir
um casamento garante cenas hilárias para sua intérprete.
“É a primeira vez que sinto meu trabalho admirado
pelo público. As pessoas imitam o sotaque nas ruas,
me chamam de Mirna”, diz Fernanda, 21, que estava
há dois anos longe das novelas, dedicada
ao teatro.
A atriz diz que sua preocupação é
transmitir aos telespectadores uma interpretação
natural, sem caricaturas. “A verdade de Mirna é
a realização do sonho do casamento, de ter
filhos e, em nenhum momento, ela parece uma menina leviana.
Afinal, para a época, Mirna, com seus 18 anos, era
uma solteirona”, afirma Fernanda. Carrasco comemora
que a identificação com a personagem não
se restringe ao público feminino. Os telespectadores
também torcem pela caipira. “Peço sempre
para os diretores tratarem os personagens com humanidade.
E disso vem a identificação. Não é
só a Mirna que tem esse sonho. Todos nós queremos
um par”, diz ele.
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