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| Rapper
grava disco à altura dos trabalhos iniciais |
Um escorregão e Missy Elliott já começava
a ser olhada com desconfiança pela comunidade hip
hop. This Is Not A Test!, seu álbum de 2003,
saiu frouxo, sem uma grande canção e deixou
um ponto de interrogação no ar. Conseguiria
Missy reencontrar a inspiração de Miss
E... So Adictive (2001) e Under Construction (2002)?
O primeiro passo foi bem dado. A rapper e produtora deu
um tempo com a “prática” de lançar
um disco por ano. Afinal, ninguém precisa mais disso
para permanecer no topo. Taí o Radiohead e seus longos
hiatos para provar que o presente é espaçado.
Outro acerto de Missy foi reforçar o apelo revivalista
de suas produções. Maravilhas como “Lose
Control”, “We Run This” e “Irresistible
Delicious” exalam um forte perfume anos 80, época
em que o rap era muito mais vibrante e estava livre de clichês.
O troféu retrô vai para a sensual “Meltdown”,
dos versos “Se você for meu único homem,
não ligo de provar sua varinha de condão (...)
Aposto que ela tem gosto de doce, feita para desmanchar
na minha boca”.
Boa também é a seleção de
convidados. A veterana Mary J. Blige brilha em “My
Struggles” e a novata M.I.A. rouba a cena em “Bad
Man”, que tem em sua batida algo de carnavalesco.
Já os rapazes do Neptunes se repetem em “On
& On”, uma das faixas chatinhas do CD. Mas Missy
parece ter voltado aos trilhos. Túnel do
tempo
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