| Rigor permanente com a equipe de trabalho,
muitas horas dedicadas à pesquisa de ingredientes
e criação de pratos, serviço extraordinário,
um ótimo sommelier. Essa é a receita
do francês Christian Le Squer, 42, chef do
luxuoso Ledoyen, de Paris, para manter a cotação
máxima de três estrelas no guia Michelin
desde 2002. “Não coloco um prato no menu se
ele não está perfeito. No sabor, na textura,
na qualidade dos produtos”, assegura ele. “Tudo
para que ele fique gravado na memória de
quem come.”
No Brasil pela terceira vez, para realizar um jantar no
Sofitel Rio de Janeiro, na terça-feira 23, Christian
– que se derrama em elogios ao nosso pão de
queijo – está encantado com a cozinha nordestina.
Ele passou uma semana de férias na Bahia antes de
chegar ao Rio. “A comida baiana é muito perfumada
e bem feita”, elogia o chef, destacando o
acarajé. “Adoro essa cozinha de rua. Também
me chamaram atenção os crepes de tapioca,
porque sou bretão”, diz ele, referindo-se à
região francesa famosa pelos crepes.
Na Bretanha, oeste da França, Christian cresceu
convivendo com os pescadores do porto de Lorient. Com eles,
descobriu a paixão pelos peixes, mariscos e crustáceos,
principais ingredientes de suas criações,
como o filet de badejo com mariscos ao suco de agrião.
“Tento trazer para os pratos o sabor do mar, o aroma
do frescor dos peixes”, explica.
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