 |
| John
Cusak e Diane Lane: à procura do par ideal |
As comédias românticas costumam ser bem repetitivas.
O espectador sabe que vai encontrar um casal que enfrenta
dificuldades, mas sempre acaba junto. Nesse sentido, Procura-se
um Amor Que Goste de Cachorros, de Gary Goldberg, supera
as piores expectativas. Diane Lane e John Cusak são
dois solitários à procura do par ideal. Logo
nos primeiros minutos, fica claro que foram feitos um para
o outro.
Ambos não gostam de badalação, preferem
ficar em casa e são muito exigentes. De nada adiantam
os esforços que amigos ou família fazem para
que conheçam novas pessoas. Como também já
virou rotina, a internet é ferramenta na busca de novas
amizades. Os dois são avessos a esse recurso, mas um
amigo dele e a irmã dela fazem cadastros em sites de
relacionamento.
Aparentemente o filme é bem feito. O roteiro segue
à risca a receita de Hollywood. Não há
surpresa: os parceiros que ambos encontram são estereótipos
e fica claro que não há chance de dar certo,
a não ser quando, enfim, se encontram. Os atores também
não ajudam. Diane e Cusack criam personagens de forma
burocrática e parecem estar apenas cumprindo tabela.
Cusack, em particular, repete pela enésima vez o tipo
bem comportado. Mas o maior problema está mesmo na
ausência de situações engraçadas,
o que é fatal para uma comédia. Sessão
da tarde morna
|