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Procura-se um Amor Que
Goste de Cachorros

O diretor Gary Goldberg supera as piores expectativas em previsível história de amor protagonizada de forma burocrática por
Diane Lane e John Cusack

Marcelo Lyra

Divulgação
John Cusak e Diane Lane: à procura do par ideal

As comédias românticas costumam ser bem repetitivas. O espectador sabe que vai encontrar um casal que enfrenta dificuldades, mas sempre acaba junto. Nesse sentido, Procura-se um Amor Que Goste de Cachorros, de Gary Goldberg, supera as piores expectativas. Diane Lane e John Cusak são dois solitários à procura do par ideal. Logo nos primeiros minutos, fica claro que foram feitos um para o outro.

Ambos não gostam de badalação, preferem ficar em casa e são muito exigentes. De nada adiantam os esforços que amigos ou família fazem para que conheçam novas pessoas. Como também já virou rotina, a internet é ferramenta na busca de novas amizades. Os dois são avessos a esse recurso, mas um amigo dele e a irmã dela fazem cadastros em sites de relacionamento.

Aparentemente o filme é bem feito. O roteiro segue à risca a receita de Hollywood. Não há surpresa: os parceiros que ambos encontram são estereótipos e fica claro que não há chance de dar certo, a não ser quando, enfim, se encontram. Os atores também não ajudam. Diane e Cusack criam personagens de forma burocrática e parecem estar apenas cumprindo tabela. Cusack, em particular, repete pela enésima vez o tipo bem comportado. Mas o maior problema está mesmo na ausência de situações engraçadas, o que é fatal para uma comédia. Sessão da tarde morna