Celebridade  
Divulgação

Hoje, comanda dois programas na Rede Record, entre outras atividades no rádio e na internet

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Milton Neves

por Diógenes Campanha

Prensa Três
Em 1972, Milton Neves estreava no rádio, como repórter de trânsito na Jovem Pan. Cabeludo, como era moda na época, ele conciliava o trabalho com o curso de Jornalismo.
Nesta foto, estou fingindo que estava no ar”, confessa Milton Neves, referindo-se à imagem ao lado, registrada em 1972, quando estreava como repórter de trânsito na Rádio Jovem Pan. A diferença entre a fotografia e seu trabalho de verdade é a ausência de uma “cola”. Recém-chegado de Muzambinho, no interior de Minas Gerais, onde nasceu, Milton Neves não conhecia nada das ruas paulistanas e, por isso, não entrava ao vivo se não estivesse com o texto escrito. “Para fazer meus boletins, eu escrevia com a ajuda do motorista da viatura, que sabia tudo de São Paulo”, lembra. “A única coisa fácil era usar o rádio transmissor. Só precisava apertar o botão que já estava no ar.” Nada mal para quem só viu um telefone pela primeira vez quando foi contratado pela emissora. Na primeira semana no emprego, ele morria de medo de ficar sozinho na redação, temendo que o aparelho tocasse. “Não sabia qual era o lado que se usava para falar e em qual eu deveria ouvir”, conta. Mas a pouca intimidade com a tecnologia não era o maior problema para o garoto cabeludo que, aos 21 anos, penava para pagar a faculdade de Jornalismo e habitava o porão de uma pensão com outros sete estudantes. “Eram sete japoneses que estudavam a noite inteira e não me deixavam dormir”, diz o apresentador, que estreou na cobertura esportiva em 1974, no plantão da equipe de Osmar Santos, na Jovem Pan. Hoje com 54 anos, ele consolidou uma carreira vitoriosa e milionária não só no rádio como na tevê e comanda os programas Debate Bola e Terceiro Tempo, na Rede Record.