Celebridade  
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Em 1958, Francisco Cuoco era o galã de Redenção e contracenava com Míriam Mehler na novela mais longa da tevê brasileira. Hoje, ele interpreta José Higino, o avô do protagonista Tião, em América. “Tenho uma profissão abençoada, na qual, se tiver saúde, posso atuar até o fim da vida”, diz.

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Francisco Cuoco

por Diógenes Campanha

Prensa Três
Hoje, aos 23 anos, ela expõe sua beleza e alto-astral no talk-show Saca-Rolha, com Lobão e Marcelo Tas, na Rede 21
Novela mais longa da tevê brasileira, com 596 capítulos, Redenção fez história ao ficar no ar entre 1966 e 1968. A produção da extinta TV Excelsior também marcou o auge de Francisco Cuoco como galã. “Tenho as melhores lembranças desse trabalho. Foi uma experiência arrebatadora para o elenco e o público”, diz o ator. Na trama, ele interpretava o médico Fernando Silveira, que chegava repentinamente à cidade de Redenção e, claro, despertava paixões na cidade. A primeira delas foi Ângela, personagem de Míriam Mehler, que aparece com Cuoco na foto acima. Eles repetiam uma parceria iniciada na Escola de Artes Dramáticas da USP, onde foram colegas de 1956 a 1960. No entanto, para que a novela ganhasse fôlego para quase 600 capítulos, o Dr. Fernando teve três heroínas ao longo da trama, o que, na época, foi surpreendente. “Infelizmente, a geração que viu isso já se foi. Quando vou para o interior, ainda encontro gente que lembra, mas é raríssimo”, diz Cuoco, que hoje em dia é mais lembrado pelo personagem Carlão, o taxista de Pecado Capital (1975). Com mais de 30 novelas no currículo, o ator diz que o assédio do público é o mesmo e que, nas ruas, ele é chamado de Zé Higino, seu personagem em América. A diferença é que agora, aos 71 anos, Cuoco faz o avô do galã Tião. E não se incomoda com isso: “O tempo passa e o envelhecimento é natural. Posso ver um ator talentoso como o Murilo Benício e fazer o avô dele, como um dia eu já fui neto ou irmão de alguém”, diz.