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Francisco
Cuoco
por
Diógenes Campanha
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Hoje, aos 23
anos, ela expõe sua beleza e alto-astral no talk-show
Saca-Rolha, com Lobão e Marcelo Tas, na Rede
21 |
Novela mais longa da tevê brasileira, com 596 capítulos,
Redenção fez história ao ficar
no ar entre 1966 e 1968. A produção da extinta
TV Excelsior também marcou o auge de Francisco Cuoco
como galã. “Tenho as melhores lembranças
desse trabalho. Foi uma experiência arrebatadora para
o elenco e o público”, diz o ator. Na trama,
ele interpretava o médico Fernando Silveira, que chegava
repentinamente à cidade de Redenção e,
claro, despertava paixões na cidade. A primeira delas
foi Ângela, personagem de Míriam Mehler, que
aparece com Cuoco na foto acima. Eles repetiam uma parceria
iniciada na Escola de Artes Dramáticas da USP, onde
foram colegas de 1956 a 1960. No entanto, para que a novela
ganhasse fôlego para quase 600 capítulos, o Dr.
Fernando teve três heroínas ao longo da trama,
o que, na época, foi surpreendente. “Infelizmente,
a geração que viu isso já se foi. Quando
vou para o interior, ainda encontro gente que lembra, mas
é raríssimo”, diz Cuoco, que hoje em dia
é mais lembrado pelo personagem Carlão, o taxista
de Pecado Capital (1975). Com mais de 30 novelas
no currículo, o ator diz que o assédio do público
é o mesmo e que, nas ruas, ele é chamado de
Zé Higino, seu personagem em América.
A diferença é que agora, aos 71 anos, Cuoco
faz o avô do galã Tião. E não se
incomoda com isso: “O tempo passa e o envelhecimento
é natural. Posso ver um ator talentoso como o Murilo
Benício e fazer o avô dele, como um dia eu já
fui neto ou irmão de alguém”, diz.
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