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Esmeralda
Ainda que óbvio, fim de Esmeralda mostra que
o SBT está aprimorando suas versões para as tramas da Televisa

Fátima Cardeal

Fotos: Divulgação
Bianca Castanho e Cláudio Lins no final de Esmeralda: 18 pontos no último capítulo
Versão brasileira para uma história mexicana criada em 1971 por Délia Fiallo, a Esmeralda do SBT chegou ao fim na terça 19 com 18 pontos no Ibope, um estouro em se tratando de audiência fora da Globo. Durante os oito meses em que ficou no ar, a história da garota cega criada como pobre e que descobre ser milionária na fase adulta, enquanto sofre por amor e se torna alvo da inveja e do ódio dos que querem mantê-la na escuridão e na miséria, só ganhou público. Começou em dezembro com a média de 9 pontos. Nas últimas semanas, antes do final feliz, deu 15 pontos, mesmo apontando para os mais óbvios desfechos, como o da mocinha Esmeralda (Bianca Castanho) com o herói José Armando
(Cláudio Lins).

Com um elenco simples, sem destaques, a novela também não chegou a provocar as fortes emoções que se espera de cenas finais. Mas, ainda assim, teve qualidade técnica e enredo melhores que a antecessora Seus Olhos. E deu de dez a zero em Pícara Sonhadora, que em 2001 inaugurou a parceria entre o SBT e a Televisa – por esse acordo, a emissora de Silvio Santos passou a produzir suas próprias versões para as tramas mexicanas. Esmeralda significou o amadurecimento do núcleo de dramaturgia do SBT. A estréia da sucessora de Esmeralda, Os Ricos Também Choram, confirmou o talento da equipe comandada por David Grinberg em dar um tempero mais brasileiro aos açucarados folhetins mexicanos. Sem grandes emoções