Celebridade  
Prensa Três

Vestido de caubói, Rolando Boldrin brilhou no TV de Vanguarda, na Tupi, em 1965. O sucesso como ator se repetiu como cantor e compositor e ele se tornou o maior divulgador da cultura caipira. Atualmente, Boldrin apresenta o Sr. Brasil, na TV Cultura.

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Rolando Boldrin

por Diógenes Campanha

Embora seja mais conhecido como cantor e contador de “causos”, Rolando Boldrin costuma dizer que é um ator que gosta de cantar. A foto ao lado, de 1965, é uma prova disso. A imagem o mostra em ação no TV de Vanguarda, um dos vários teleteatros que ele fez na TV Tupi, onde estreou em 1958. Nessa época, Boldrin tentava a vida na cidade de São Paulo, para onde havia se mudado dois anos antes, vindo do interior do Estado. Trabalhou como garçom e frentista, mas o gosto pela música o levou a fazer testes nas rádios paulistanas. “Canto desde garoto e conhecia de tudo, desde as modas de viola de Alvarenga e Ranchinho aos sambas de partido alto”, diz Boldrin. “Quando fui tentar a carreira artística, na Rádio Tupi, usei um texto cantado e acabei virando ator.” Da experiência nos palcos televisivos, ele lembra que, quando saía para tomar cerveja após a exibição ao vivo dos teleteatros, todo mundo o abordava no bar. Depois que começou a gravar suas composições e de ter comandado, em 1981, o programa Som Brasil, na Globo, Boldrin ficou mais conhecido como o cantor que dedicou a vida a popularizar a música caipira, um papel que ele aceita com orgulho: “Minha missão é divulgar o meu País por meio da cultura popular”. Dando seqüência a esse trabalho, ele estreou, no início de julho, o Sr. Brasil, na TV Cultura. Na atração, conta histórias, recebe artistas regionais e, aos 68 anos, não deixa de relembrar o tempo em que atuava. “Sempre começo interpretando um texto forte ou um poema. Faço um programa de
ator”, diz.