6 de março de 2000
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Balanço árabe

Ramiro Zwetsch

Khaled, do cantor argelino Cheb Khaled, foi lançado no Brasil em 1992, mas há três semanas ele tem aparecido na lista de Gente dos CDs mais vendidos no Rio e em São Paulo – normalmente liderada por artistas brasileiros de axé, pagode, sertanejo e pop. Na esteira do sucesso do argelino, outro astro afro-árabe acaba de ter seu primeiro álbum lançado no mercado nacional. Trata-se de Tarkan – um alemão radicado na Turquia –, autor do sucesso “Simarik”, que está entre as 30 músicas mais executadas nas rádios do Rio.

Ambos são representantes do estilo raï – que surgiu no norte da África e mistura funk, rap e pop com sonoridades da música africana e médio-oriental. Mesmo cantadas em idioma árabe, a levada hipnótica e dançante do gênero vem embalando as casas noturnas do Brasil. “Os sentidos das letras são meio parecidos com os temas do blues, enfatizando relações amorosas e dores de cotovelo”, compara a radialista Sônia Abreu, que apresentou durante dez anos o programa Ondas Tropicais na rádio paulista Brasil 2000 e sempre divulgou o estilo raï.

Parte da popularidade desses artistas no Brasil se deve à explosão da personagem Feiticeira, encarnada pela modelo Joana Prado no programa O+. Toda vez que ela entra em cena, o DJ Theo Werneck dispara uma música com temática específica – já foram usadas faixas de Khaled, Tarkan e também trilhas compostas especialmente pelo DJ. “Acho que as rádios só perceberam agora o potencial dessa tendência étnica”, opina Theo. Para abril, estão previstos mais dois lançamentos do gênero. Além do novo disco de Khaled, Kenza, será lançado Diaspora, o primeiro da carreira da cantora egípcia Natacha Atlas, gravado em 1995. Os dois últimos discos da cantora – que se apresentou no Free Jazz, em 1997 – Gedida e Halim, já estão disponíveis no mercado brasileiro.

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