6 de março de 2000
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Bardi 100 Anos

 


Arte

Bardi 100 Anos
Com alterações ao projeto original, Masp
acolhe mostra comemorativa a P. M. Bardi

Luiz Paulo Labriola

Foto: Divulgação
P. M. Bardi: acompanhando o
desembarque de uma obra

A história do Museu de Arte de São Paulo é inseparável da aventura brasileira de Pietro Maria Bardi (1900- 1999), cujo centenário de nascimento está sendo comemorado desde sexta-feira 25. As 287 obras escolhidas para Bardi 100 Anos constituem parte do importante acervo do museu, garimpado incansavelmente por Bardi desde 1947, quando a primeira sede do Masp foi instalada na Rua Sete de Abril a convite do jornalista Assis Chateaubriand.

Importante galerista em Milão nos anos 20, Bardi projetou-se inicialmente sobretudo como jornalista, marchand e animador cultural. A maior contribuição museológica para o projeto Masp veio da arquiteta Lina Bo, com quem Bardi se casara em 1946, ano de sua chegada ao Brasil. O desejo de ambos foi criar um “antimuseu”, ou seja, um museu que não fosse um “banho de antigüidade e de coisas mortas”, como ele observava na Europa. Para Bardi, era preciso “ajudar o homem no seu enorme esforço de perceber as coisas simples”. Por isso, tinham em vista para o Masp um modelo de museu que pudesse interessar a todos, “não somente aos especialistas estudiosos e à distração dos turistas”.

Enquanto formava o acervo, Bardi adquiria livros, catálogos e periódicos sobre arte para a formação de uma boa biblioteca. Com essa, seria possível realizar no Masp uma segunda tarefa, também rara nos museus europeus (mas não nos norte-americanos, segundo ele): além de expor, ensinar.

Essa “missão” foi cumprida com altos e baixos. As famosas placas de vidro sustentadas por blocos de concreto, criadas por Lina com a intenção de colocar as obras num lugar semelhante ao cavalete dos artistas, já não são mais utilizadas. O espaço interno atual para exposição do acervo aproximou-se do que há de mais convencional em outros países. O projeto inicial do prédio da Avenida Paulista sofreu diversas alterações. Ao mesmo tempo, anuncia-se a retomada de ações educativas: visitas orientadas, cursos de história da arte e xilogravura, bem como atividades de expressão artística para crianças, fazem parte do calendário do primeiro semestre.

O futuro dirá a quantas andam os sonhos dos Bardi. Mas certamente ainda será um prazer para o visitante rever as bailarinas de Degas, as meninas de Renoir, a canoa de Monet, o passeio ao crepúsculo de Van Gogh, a elegância aristocrática dos retratos de Modigliani ou as dores brasileiras pintadas por Portinari, ao lado de preciosidades das civilizações egípcia, grega e etrusca e da arte bizantina. E os mais exigentes continuarão encontrando ali algo que vá um pouco além do gosto consagrado.

Para relembrar o antimuseu.

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