6 de março de 2000
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Drama

Regras da Vida
Michael Caine concorre ao Oscar na pele de um médico imperfeito

Gabriela Mellão

Foto: Divulgação
Caine como o dr. Larch: na corrida pelo Oscar de ator coadjuvante

A narrativa clássica e tranqüila de Regras da Vida, bem à moda antiga, surpreendeu arrancando sete indicações ao Oscar e dividindo com O Informante, de Michael Mann, o segundo lugar na corrida às estatuetas. Sinal de que uma boa história, retratada com extrema sensibilidade, ainda pode superar novas propostas cinematográficas.

Baseado no best seller de John Irving – que estréia como roteirista da adaptação de seu livro –, Regras da Vida conta a jornada de Homer Wells (Tobey Maguire, A Vida em Preto e Branco), um jovem à procura de sua história. Um órfão que, adotado pelo próprio orfanato, vive alheio ao mundo, sob o amor e os ensinamentos do médico e diretor da casa, dr. Larch (Michael Caine, que concorre a sua segunda estatueta de melhor ator coadjuvante). Wells aprende muito sobre medicina, mas pouco sobre si mesmo. Então, para tomar as rédeas da sua vida, sai de “casa”.

Regras da Vida é mais um concorrente ao Oscar que põe em cheque a cultura americana. Nada que remeta às agudas críticas do favorito Beleza Americana, mas o filme, ambientado nos anos 40, destaca assuntos polêmicos. No decorrer das descobertas do órfão Wells, discute aborto, questões raciais e as regras impostas pela sociedade norte-americana. Temas que ganham leveza e lirismo através do olhar estrangeiro – e sempre excêntrico – do diretor sueco Lasse Hallström (Minha Vida de Cachorro). Desta vez, é o dr. Larch quem dá o tom de estranheza ao filme. Como o amado médico do orfanato, avesso às regras e leis, a favor do aborto e viciado em éter, ele é imperfeito demais.

O filme é considerado o azarão do Oscar, mas suas indicações já serviram para retirá-lo do restrito circuito de arte dos EUA. Agora também nas salas comerciais, pode emocionar a quantidade de pessoas que merece.

Para ver e sentir.

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