6 de março de 2000
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Comédia

Quero Ser John Malkovich
O estreante Spike Jonze emplaca o mais inventivo filme da temporada

Geraldo Mayrink

Foto: Divulgação
O ator, que interpreta ele mesmo na tela:
o interior de sua cabeça vira
atração sob o controle de dois curiosos:

Spike Jonze, um diretor estreante de nome improvável, queria ser Steven Spielberg. Queria ser também Woody Allen. De tanto querer sem ser, acabou brilhando na pele de um outro – o ator John Malkovich. Ao contar a história de pessoas que entram umas nas outras, e todas na cabeça de Malkovich, Jonze fez um dos filmes mais divertidos e estranhos dos últimos anos. O roteiro de Charlie Kaufman – que também estréia no cinema – mistura sexos, idades, um macaco, um papagaio, um iguana e bonecos de madeira – pois um dos seus personagens, o pobre Craig (John Cusak, Os Imorais), é um mestre não reconhecido da quase desaparecida arte do teatro de marionetes.

Este resumo parece confuso (e na tela é muito mais ainda), mas que ninguém se intimide. O filme vale como diversão e provocação de primeira desde o momento em que Craig entra num buraco na parede de seu escritório e cai na cabeça de John Malkovich (Ligações Perigosas), seguindo-o por toda a parte. A mulher dele, Lotte (Cameron Diaz, Por Uma Vida Menos Ordinária), e a sua colega de trabalho Maxine (Catherine Keener, 8 Milímetros, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante) – quase amante dele e, a partir de um certo momento, dela também, por incrível que pareça – caem no mesmo buraco mágico e adoram. Depois, eles cobram entrada para que todo mundo entre na cabeça do fabuloso ator e todos adoram.

Por Quero Ser John Malkovich, a dupla Jonze e Kaufman concorre aos prêmios de melhor direção e roteiro da Academia americana. É uma fantasia com toques de ficção científica e crítica de costumes modernos que a dupla Spielberg & Allen assinaria embaixo, mas principalmente uma bajulação fora do comum a um ator. Malkovich, como se estivesse num centro espírita, recebe e incorpora toda essa multidão que entra nele – dança, grunhe e grita, faz acrobacias e caretas e tudo o mais que se espera de um profissional do seu porte, sempre com a graça e o esnobismo que o celebrizaram. Palmas que ele merece.

É ver para crer.

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