6 de março de 2000
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Drama

À Espera de um Milagre
História de Stephen King é suspense com toque sobrenatural

Neusa Barbosa

Foto: Divulgação
Tom Hanks e Michael Clarke:atores
desenvolvem boa química na tela

O diretor Frank Darabont deve sua carreira a Stephen King. Em 1983, King vendeu-lhe, pelo valor simbólico de US$ 1 – na época, seu costume com cineastas iniciantes –, os direitos de um de seus contos, The Woman in the Room, que acabou resultando num curta-metragem. Em 1994, o escritor autorizou Darabont a adaptar outro conto, origem do primeiro longa do diretor, Um Sonho de Liberdade, consagrado por sete indicações para o Oscar.

Agora, é outra história de King que coloca Darabont, de 41 anos, na disputa de quatro Oscar – melhor filme, roteiro adaptado, som e ator coadjuvante (Michael Clarke Duncan) – pelo comovente drama com toques sobrenaturais À Espera de um Milagre, estréia de sexta-feira 3. Por coincidência, como em Um Sonho de Liberdade, é outra trama ambientada na prisão e em que um prisioneiro negro ocupa posição central. Neste caso, trata-se de John Coffey (Duncan), um gigante de ébano de modos suaves mas condenado à cadeira elétrica pela morte de duas crianças.

A contradição gritante entre o tamanho e a personalidade do detento intriga o chefe dos guardas, Paul Edgecombe (Tom Hanks, esnobado pelo Oscar desta vez). Ele não consegue acreditar que Coffey foi capaz de cometer os crimes bárbaros que lhe são atribuídos. Enquanto investiga, comprova que seu prisioneiro tem poderes especiais de curar e atrair, como um ímã, os males do mundo.

É pena que o cinema, pela sua necessidade de tornar tudo explícito e visual, atenue em parte o suspense mantido por King ao escrever a história original, publicada em seis volumes, em 1996, sob o nome O Corredor da Morte. A obra será relançada no Brasil num único livro, com o mesmo nome do filme. Mas o diretor e roteirista fez um ótimo trabalho, conservando praticamente todos os personagens e situações do texto, o que garante a emoção à flor da pele por três horas.

Curta o suspense mas leve o lenço.

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