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Joãosinho
Trinta
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Flávio
Sampaio
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Foto: Divulgação
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O
carnavalesco de 66 anos
tenta o bicampeonato à
frente da Viradouro
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A escola era
a Beija-Flor. O samba-enredo, “Paraíso da Loucura”. Em 1979, mais
uma vez Joãosinho Trinta preparava-se para uma acirrada briga na
avenida. “O samba daquele ano pedia que o povo tomasse banho no
chuveiro da ilusão. Algum espírito de porco espalhou que eu traria
um chuveiro dos Estados Unidos que tinha uma água que não molhava.
Até eu gostaria de ver isso”, recorda, bem-humorado, o carnavalesco.
A tal água que não molhava era apenas um chuveiro com pequenos filetes
espelhados que o ajudou, naquele ano, a conquistar o vice-campeonato.
Passadas mais de duas décadas, Joãosinho, 66 anos, recupera-se ainda
de uma isquemia cerebral e de uma cirurgia cardíaca, mantendo rigoroso
regime alimentar. “Quero dizer que hoje estou muito melhor do que
naquela época, tanto de corpo quanto de cabeça”, afirma. Em seu
sétimo ano à frente da Unidos de Viradouro, ele vai mais uma vez
em busca do bicampeonato para a escola (o primeiro título foi em
1997), com o enredo Brasil: Visões de Paraísos e Infernos, uma síntese
da história do País, segundo define. “Desde o começo de nossa trajetória,
passamos por paraísos e infernos. A ntenção é que ao abrir os portais
dos 500 anos, o Brasil volte a ser o paraíso”, sonha.

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