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Pio e Fábio: primeira viagem dos dois pelos igarapés de Santarém
para mostrar o premiado trabalho do doutor Eugênio (ao centro)
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Viagem
à Amazônia
Luciano Suassuna
Diretor de Redação
No início de fevereiro,
o repórter Fábio Bittencourt, 25 anos, entrou numa longa fila no
posto de saúde de Mogi das Cruzes, onde reside, e, desrespeitando
a orientação do maior especialista em saúde pública de Santarém
(PA), tomou vacina contra febre amarela. Paranóia de paulista. Dez
dias depois, ele partiu para sua primeira viagem à Amazônia, onde
registrou o trabalho do infectologista Eugênio Scannavino Netto,
o médico que lhe desaconselhara a vacina.
Em Santarém não
há focos da doença. Eleito por jornais do mundo inteiro um dos 21
pioneiros do século que se inicia, o médico revolucionou a saúde
da região ao reduzir a mortalidade infantil a níveis de grandes
centros como São Paulo e Rio. A diferença é que os mocorongos, como
são chamadas as pessoas nascidas no município, se espalham por dezenas
de comunidades à beira dos rios. E, para documentar o trabalho de
Eugênio, Fábio e o fotógrafo Pio Figueiroa, 23 anos, chegaram a
dormir três dias seguidos numa rede armada dentro de um barco.
No Rio de Janeiro,
a reportagem de capa desta edição proporcionou outro tipo de encontro:
o de Hans Donner com o passado de sua mulher, Valéria Valenssa.
Na quarta-feira 23, o mago dos efeitos especiais da Rede Globo desembarcou
pela primeira vez na Pavuna, subúrbio do Rio, 50 minutos depois
de ter deixado sua confortável cobertura, na Lagoa. “Quero conhecer
suas origens”, declarara à Globeleza, que, a pedido da equipe de
Gente, posaria no bairro pobre onde foi criada. Na Pavuna, Hans
cumprimentou antigos vizinhos e conhecidos de Valéria como se fossem
velhos amigos seus.
Um encontro com
o passado foi também o que presenciaram, na quinta-feira 24, a chefe
da sucursal do Rio, Adriana Barsotti, e a repórter Rosângela Honor.
As duas foram recebidas na cobertura do cantor Ney Matogrosso, com
vista para o mar do Leblon. Durante uma hora e meia, um solícito
Ney contou histórias muito íntimas de sua vida. “Poxa, nem ofereci
água e café”, lembrou o cantor, na despedida. Pudera. A entrevista,
publicada à página 36, parece ter saído num só fôlego.
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