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| O octeto redescobriu o prazer da
criação em conjunto para gravar o novo CD |
Aos olhos da crítica, o UB40 estava há mais
de uma década sem lançar um álbum decente.
Desde os anos 90, o grupo vinha apostando em releituras
insossas de hits dos primórdios do rock: adicionava
um andamento reggae, mandava para as FMs e esperava a grana
cair no banco. Surpreendentemente, a trupe do vocalista
Ali Campbell resolveu abandonar a fórmula em Who
You Fighting For?.
Não chega a ser um disco revolucionário.
O clássico chacundum jamaicano serve de base para
as canções, mas sem aqueles elementos eletrônicos
“modernizantes”. Oito delas foram escritas,
arranjadas e produzidas por todos os integrantes. O octeto
inglês descolou um estúdio ao ar livre em Birmingham
e redescobriu o prazer da criação em conjunto.
Sente-se a empolgação da rapaziada em músicas
como “Sins Of The Fathers” e “Bling Bling”.
O disco ainda tem um viés político, explícito
nos protestos antiguerra da faixa-título e de “War
Poem”.
Claro que o UB40 não deixaria de regravar algum
material alheio e na seara reaggueira isso não é
nenhum crime. Mas o mais bacana é que eles não
optaram pelo caminho mais fácil. Dos Beatles, escolheram
“I’ll Be On My Way”, que Lennon e McCartney
deram de presente para um obscuro cantor. Pouca gente vai
reconhecê-la (a gravação mais famosa
está no Live At BBC, dos Beatles). E a primeira
música de trabalho, “Kiss And Say Goodbye”,
lançada pelos Manhattans, aparece só no finzinho
do CD. Empolgação readquirida
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